segunda-feira, 7 de maio de 2012
CPMI do Cachoeira inicia terça-feira intensa agenda de depoimentos
As investigações no Congresso Nacional sobre as denúncias envolvendo o esquema do empresário de jogos ilegais Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com parlamentares e governadores, além de autoridades públicas, serão intensificadas a partir do dia 8. Na terça-feira, em sessão secreta, será ouvido na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira o delegado da Polícia Federal (PF) Raul Alexandre Marques Souza, responsável pela Operação Vegas.
A operação comandada por Marques Souza desvendou um esquema de exploração de caça-níqueis e contratos públicos comandado por Cachoeira envolvendo governadores e parlamentares de vários partidos políticos. Na quinta-feira (10), será a vez de a comissão ouvir o também delegado da PF Mateus Rodrigues e os procuradores do Ministério Público Daniel Salgado e Lea Batista de Oliveira.
A sessão na qual estarão Rodrigues e os procuradores também será fechada. O delegado e os procuradores comandaram as investigações da Operação Monte Carlo, que investigou o esquema de exploração de caca-níqueis em Goiás. Porém, as atenções estarão voltadas para o dia 15, quando ocorrerá o depoimento de Cachoeira.
O empresário está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A expectativa em torno do depoimento é grande, pois desde sua prisão várias informações relacionadas a ele e sua rede de contatos vieram à tona, mas Cachoeira não se manifestou. Os contatos de Cachoeira envolvem empresários, políticos e autoridades em vários níveis de governo – federal, estaduais e municipais.
No dia 17, haverá uma reunião administrativa entre os 32 integrantes da CPMI. Na ocasião, deputados e senadores definirão se vão chamar os governadores do Distrito Federal, Agnelo Queiroz; de Goiás, Marconi Perillo, e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho. Todos foram mencionados direta ou indiretamente em investigações relativas às ações de Cachoeira.
Sete pessoas apontadas como integrantes do esquema serão ouvidas pela comissão entre os dias 22 e 24 de maio. São elas José Olímpio de Queiroga, Gleib Ferreira da Cruz, Geovani Pereira da Silva, Vladimir Garcez, Lenine de Sousa, Idalberto Matias e Jairo Martins.
No dia 29, será a vez de ouvir Cláudio Abreu, ex-diretor da Construtora Delta no Centro-Oeste. Não há definição sobre a possibilidade de convidar o presidente da Delta, Fernando Cavendish, para prestar esclarecimentos à CPMI. No dia 31, a comissão ouvirá o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
Da Agência Brasil
Renata Giraldi
Edição: Graça Adjuto
domingo, 6 de maio de 2012
Ex-agente se contradiz em novo livro sobre ditadura
Em um livro recém-lançado, "Memórias da guerra suja", o ex-agente policial Cláudio Guerra afirma que, na condição de agente da Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS), incinerou corpos de adversários da ditadura militar numa usina de cana-de-açúcar em Campos dos Goytacazes, no Norte do Estado do Rio de Janeiro, ao longo de 1974. O depoimento é uma reviravolta na história relatada pelo próprio ex-agente ao longo do tempo. Uma biografia autorizada por ele, "Guerra, o cana dura", coletânea de artigos publicados em 1980 e 1981, destaca que o ex-agente só ingressou no DOPS em setembro de 1975.
A primeira biografia, a mais antiga, foi escrita pelo jornalista Pedro Maia, conhecido cronista policial de Vitória nos anos 1970 e 1980, que tinha acesso direto a Cláudio Guerra, um agente que se destacou na estrutura do crime organizado do Espírito Santo e na organização criminosa Scuderie Le Cocq, acusada de extermínio na região Sudeste. O livro de Pedro Maia ressalta que Guerra entrou para a Polícia Civil como escrivão em 1969, se formou em direito na Faculdade de Colatina em 1973 e, no ano seguinte, passou a chefiar a Delegacia de Crimes Contra a Fazenda Pública e Economia Popular (Decapep). Ficou lá cerca de um ano, para "zelar pelo consumidor e pelo patrimônio público". "Em setembro de 1975, o já experiente delegado Cláudio Antonio Guerra foi nomeado para chefiar a temida Delegacia de Ordem Política e Social, a DOPS", escreve Maia.
Agora, no livro "Memórias da guerra suja", Cláudio Guerra conta que virou "combatente dos subterrâneos da batalha contra a guerrilha no segundo semestre de 1972" e já era integrante do DOPS há tempo. "... nessa época eu já era um policial experiente e famoso no Espírito Santo. Eu era delegado do DOPS, conhecido, temido e respeitado como investigador e exímio atirador de elite", afirma em entrevista aos jornalistas Rogério Medeiros e Marcello Neto, autores de "Memórias da guerra suja".
A recém-divulgada biografia do ex-agente não confronta as diferenças de datas, mas cita a primeira biografia num trecho narrado em primeira pessoa por Guerra. "José Roberto Jeveaux (dono do jornal O Povão, de Vitória) havia patrocinado um livro sobre mim, o "Cana dura", redigido por Pedro Maia, e eu não quis participar da sua execução. Frequentávamos a casa um do outro, e não me envolveram nisso", relata Guerra, que sugere ter tido boa relação com Maia e Jeveaux, responsáveis pela primeira biografia
As duas biografias apresentam um Cláudio Guerra "matador". A diferença é que a primeira obra fala de um matador de ladrões de carro, traficantes de drogas e estelionatários e segunda, um exterminador de presos políticos. O livro "Memórias da guerra suja", a nova versão da história do ex-agente, poderá pautar a Comissão da Verdade, na opinião de seus autores, expressa na orelha da publicação. Mas para isso, destacam os jornalistas, a presidente Dilma Rousseff terá de indicar para sua composição "pessoas maduras, isentas e equilibradas".
A desova de corpos era uma prática recorrente na região dos canaviais no Norte Fluminense durante operações dos representantes da Le Coq. A incineração de restos mortais de militantes de esquerda nos anos 1970 só tinha sido relatada em 1993, pelo ex-agente da Aeronáutica Paulo Cabral, que contou ter visto corpos de guerrilheiros do Araguaia serem incinerados na Serra das Andorinhas, no Sul do Pará. Em 1993 e, mais recentemente, em 2011, Cabral levou uma equipe de militares para tentar localizar a área onde teria ocorrido a queima de corpos.
Ministra compara método de torturadores aos do nazismo
Brasília (AE) - A ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, comparou os métodos usados por agentes durante a ditadura militar, descritos no livro Memórias de Uma Guerra Suja, a ações do tempo do nazismo. A ministra fez questão de ressaltar não ter lido o livro do ex-delegado da Polícia Civil do Espírito Santo Cláudio Guerra. O livro de Guerra, uma coletânea de entrevistas dadas aos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Menezes, traz a informação de que opositores do regime militar teriam sido incinerados nos fornos de uma usina de cana-de-açúcar em Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro. O ex-delegado afirma ter ele mesmo levado os corpos até o local.
"As declarações são graves e trazem a público métodos comparáveis ao nazismo", afirmou. "Mas todas essas declarações e todas as outras que surjam podem e devem ser trabalhadas no âmbito da Comissão da Verdade", afirmou. A comissão, no entanto, ainda não foi instalada, já que seus membros não foram indicados.
A escolha está a cargo da presidenta Dilma Rousseff e os ministros, mesmo ligados diretamente ao tema, como Maria do Rosário, tomam muito cuidados em não tratar do assunto. A ministra se recusou a comentar o atraso na nomeação, que deveria ter sido feita no mês passado. A expectativa é que os nomes sejam indicados na próxima semana.
Entre os presos políticos que teriam sido incinerados num forno de uma usina de cana-de-açúcar no interior do Rio de Janeiro, estava o militante do partido Comunista Brasileiro Luiz Ignácio Maranhão Filho.
Luiz Maranhão, cujo corpo nunca foi devolvido à família, foi preso no dia 3 de abril de 1974 em São Paulo por agentes policiais da repressão. A versão até então era de que o corpo dele teria sido jogado num rio após ser torturado nas dependências do DOI-CODI.
Da Tribuna do Norte
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Familiares cobram apuração das mortes de militantes incinerados
Na publicação, o ex-delegado afirma que pelo menos dez corpos de militantes executados — e brutalmente torturados — teriam sido incinerados em uma usina de açúcar no norte do estado do Rio de Janeiro em 1973.
Entre as vítimas estão João Batista e Joaquim Pires Cerveira, presos na Argentina pela equipe do delegado Fleury; Ana Rosa Kucinski, Wilson Silva; David Capistrano, João Massena Mello, José Roman e Luiz Ignácio Maranhão Filho, dirigentes históricos comunistas; Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira e Eduardo Collier Filho, militantes da Ação Popular Marxista-Leninista (APML).
Segundo o torturador apesar de na época dos crimes a imprensa estar sob censura, havia forte pressão no Brasil e no exterior contra as atrocidades cometidas pelos militares. “Em determinado momento da guerra contra os adversários do regime passamos a discutir o que fazer com os corpos dos eliminados na luta clandestina. Estávamos no final de 1973. Precisávamos ter um plano”.
Para o advogado e vereador de Olinda (PE), Marcelo Santa Cruz — irmão de Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira, identificado como um dos supostos militantes incinerados — as revelações devem ser vistas com cautela. “É a primeira vez que alguém oferece dados concretos e objetivos pelas atrocidades cometidas pelos órgãos de repressão. A única forma de realmente esclarecermos a questão dos mortos e desaparecidos é alguém que tenha participado desses crimes resolver falar. Estranhamente, queremos que o governo federal ofereça proteção para que ele possa viver muito e tenha a possibilidade de falar tudo o sabe”.
Em entrevista ao Vermelho, Marcelo afirma que apesar dos familiares dos militantes terem consciência das mortes, esses são os primeiros indícios sobre o real paradeiro dessas pessoas. “A notícia dos requintes de perversidade e do modo como essas pessoas foram colocadas em fornos e incineradas não fica nada a dever aos campos de concentração nazistas. As atrocidades fogem a qualquer dimensão humana”.
O jornalista e escritor Bernardo Kucinski também se manteve cauteloso sobre a veracidade das revelações. Bernardo, que desde os anos 1970 procura por informações que levem aos restos mortais de sua irmã, a militante Ana Rosa Kucinski e de seu cunhado Wilson Silva, afirma que as informações coincidem com uma série de outras já reveladas em outras reportagens ou investigações. "Já em 1982, o ex-sargento Marival Dias Chaves havia feito relatos sobre como as pessoas eram presas e encaminhadas para Petrópolis. Só muda um pouco a versão sobre o destino dos cadáveres, mas os pontos podem ser ligados”, disse à Rede Brasil Atual.
Embora as revelações de Cláudio Guerra tenham nexo, Bernardo Kucinski não acha impossível que o ex-delegado fale em incineração dos corpos com objetivo de "afrouxar" as buscas dos restos mortais dos desaparecidos por seus familiares.
Ainda em entrevista por email ao Vermelho, o presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, disse que há uma dupla ruptura quando um repressor assume a postura de dignidade e respeito à verdade. “Primeiro uma ruptura com um estado de silêncio ou negação da violência, segundo uma ruptura com algo pior que é justificação dessa violência”.
Comissão da Verdade
Marcelo Santa Cruz lamenta que, apesar de formalmente aprovada em novembro do ano passado, os nomes dos membros que irão compor a Comissão da Verdade ainda não tenham sido definidos pela presidente Dilma Rousseff. “Lamentamos que a Comissão da Verdade não esteja funcionando. Esse é um dado concreto para ela investigar e apurar”.
Ele explica que, assim como tem acontecido nas últimas décadas, serão os familiares dos militantes que deverão iniciar o processo de apuração das revelações feitas pelo ex-delegado. “Mais uma vez isso fica a cargo dos familiares dos desaparecidos e das entidades de direitos humanos que atuam nessa área. Seremos nós que iremos atrás das pistas e das informações, mas quem deveria fazer isso era o Estado brasileiro através da Comissão da Verdade”.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (3), o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, que o paradeiro dos militantes políticos desaparecidos na época ainda é uma ferida não cicatrizada na sociedade brasileira. “"Está mais do que na hora de a presidenta Dilma Rousseff nomear a Comissão da Verdade", afirmou.
O presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça disse que a escolha dos nomes exige maturação e cuidado, pois se trata de uma tarefa histórica para o Brasil. “Pela primeira vez na nossa história vamos sistematizar cada uma das graves violações aos direitos humanos produzidas e identificar individualmente suas autorias”.
Marcelo desabafa que, caso seja constatada a veracidade das informações, os familiares das vítimas poderão completar um ciclo da vida e da morte. “O direito de enterrar os seus mortos e de saber como foi o fim da vida daquelas pessoas é um direito. Precisamos ter desdobramentos e uma conclusão. Precisamos contar a história como ela realmente aconteceu”.
Por Mariana Viel, da redação do Vermelho
TÁ DE SACANAGEM?!?!?! "Rubinho ainda pensa numa possível volta para a F-1"
Rubens Barrichello ainda não considera seu afastamento da F-1 como algo definitivo. Ele não consegue esquecer os 19 anos consecutivos e o recorde de participação em corridas (326) na categoria, embora neste ano seu desafio seja a temporada de estreia na Fórmula Indy.
Foi isso que o piloto revelou à plateia que lotou o Auditório Ruy Barbosa do campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie, nesta quinta-feira. Todos queriam ouvir o piloto sobre suas conquistas, derrotas e lições aprendidas na. Rubinho é um piloto de 39 anos, que guiou seu primeiro kart aos 6. "Estou curtindo pilotar na Indy, me acolheram bem por lá e o clima é muito mais aberto. Mas o fato de me manter ativo e competindo é uma forma de continuar a ser visto e atrair os olhos da Fórmula 1 para mim. Por tudo que fiz na F-1, teria condições de voltar pra lá."
Além do bom humor que pontuou a maior parte das suas falas, Rubinho chamou a atenção dos espectadores quando abriu a mochila que trouxe consigo e disse: "trouxe algo que vocês vão gostar de ver e vai me ajudar a explicar um pouco como é complexo pilotar um Fórmula 1." Em seguida, Rubinho mostrou um volante de um dos Ferrari que guiou e entregou para os convidados na plateia. O volante foi passando de mão em mão, despertando admiração e curiosidade.
Do Estadão
PRF prende homem com 5kg de cocaína em Campos dos Goytacazes
Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam cerca de cinco quilos de cocaína, no final da noite desta quinta-feira, no Km 78 da Rodovia BR-101, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O material estava escondidos em uma mochila e era levado em um carro de passeio. Um homem foi preso.
Durante uma fiscalização de rotina, um veículo Celta, com dois ocupantes, desobedeceu a ordem de parada. Policiais iniciaram então um acompanhamento tático, seguindo até a localidade de Ponta da Lama, em Campos, quando os suspeitos abandonaram o veículo e fugiram.
No local, os agentes fizeram uma busca e encontraram uma mochila abandonada em um terreno baldio, com cinco tabletes de cocaína. Dentro do carro, também recolheram alguns pertences e um telefone celular com mensagens referentes à entrega da droga. Pouco tempo depois, já na rodovia, os policiais localizaram um dos fugitivos pedindo carona, próximo ao Km 80.
Além de reconhecido, havia na carteira do suspeito um bilhete, que transcrevia uma mensagem com dados bancários e da droga, a mesma encontrada no celular. O homem, de 41 anos, foi encaminhado para o registro da ocorrência na 134ª DP (Campos dos Goytacazes) onde foi autuado em flagrante por tráfico ilícito de entorpecentes.
Na delegacia, agentes descobriram que o preso possuía uma extensa ficha criminal, com duas passagens por homicído, uma por roubo, além de ser procurado pela justiça por tráfico de drogas desde julho de 2010, com mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal de Campos.
Do O Dia
FAPERJ divulga resultado de cinco editais
Apoio à Atualização de Acervos Bibliográficos nas Instituições de Ensino Superior e Pesquisa Sediadas no Estado do Rio de Janeiro – 2012; e Pensa Rio – Apoio ao Estudo de Temas Relevantes e Estratégicos para o Estado do Rio de Janeiro – 2011. A soma do investimento nos projetos aprovados chega à marca de R$ 60 milhões.
No caso do edital Pensa Rio, a FAPERJ antecipa em uma semana o anúncio do resultado de um dos mais bem-sucedidos editais da Fundação. Criado em 2007, o Pensa Rio vem financiando importantes projetos para o estudo e elucidação de problemas em temas relevantes e estratégicos para o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico, ambiental e social do estado do Rio de Janeiro. A atual edição difere das duas anteriores, por conter algumas modificações em relação ao prazo de duração de cada projeto, que passou de 24 para 36 meses, da quantidade de pesquisadores por faixa de financiamento e das próprias faixas de financiamento, com valores mais elevados do que os praticados anteriormente. Serão apoiados 131 projetos em 17 instituições de ensino e pesquisa fluminenses. Originalmente com recursos da ordem de R$ 40 milhões, devido à alta demanda qualificada e à disponibilidade orçamentária e financeira da Fundação, a soma dos projetos aprovados chegou a R$ 45,2 milhões.
Com o anúncio deste resultado, a soma dos valores aplicados neste programa, computando-se as edições de 2007, 2009 e 2011 ultrapassa os R$ 100 milhões. De acordo com o edital, as propostas deverão focar o estudo de agricultura familiar, orgânica, sustentável e industrial; animais de produção; biodiversidade; biotecnologia; ciência e tecnologia de alimentos; computação, simulação e modelagem; construção naval; dependência química; desagregação social; desenvolvimento sustentável e conservação de espécies; propriedade intelectual e patentes; doenças crônico-degenerativas e câncer; doenças infecciosas e parasitárias; fármacos e fitoterápicos; física de altas energias; fontes de energia renováveis; georreferenciamento e cartografia; habitação e urbanização; instituições políticas, representação e cidadania; materiais alternativos em química verde; meio ambiente; melhoramento vegetal; metalurgia; metrologia; minorias e intolerâncias correlatas; mudanças climáticas; nanociência e nanotecnologia; nutrição; petróleo e gás; políticas de desenvolvimento regional; preservação da memória social e cultural; produtos e processos agrícolas; recursos hídricos; saúde coletiva; siderurgia; tecnologias de informação e comunicação; tecnologia nuclear; transportes; violência e segurança pública.
O diretor científico da Fundação, Jerson Lima, ressalta: “Este é o programa mais ambicioso praticado isoladamente pela FAPERJ. É o que reúne a maior soma de recursos financeiros, as maiores faixas de financiamento e o prazo mais dilatado para o desenvolvimento dos projetos. São projetos de média a longa duração que permitirão que muitos grupos de pesquisa mais consolidados em nosso estado possam dispor do apoio adequado de recursos para a sua realização. A cada edital de maior porte que lançamos, como este, evidencia-se o compromisso da Fundação de investir no apoio à infraestrutura para pesquisa instalada nas instituições fluminenses que permitam condições de ampliar a participação estadual na produção científica nacional”.
Apoio ao Estudo de Doenças Negligenciadas e Reemergentes
No caso do edital de edital Apoio ao Estudo de Doenças Negligenciadas e Reemergentes - 2012, programa destinado a contribuir para o avanço do conhecimento nas áreas de prevenção, diagnóstico e tratamento de algumas doenças negligenciadas e reemergentes, como dengue, doença de Chagas, esporotricose, esquistossomose, febre amarela, hanseníase, leptospirose, leishmaniose, malária, paracoccidiose, riquetsiose e tuberculose. O objetivo principal é incentivar linhas de pesquisa em vetores, epidemiologia, vigilância, controle, diagnóstico clínico e laboratorial, tratamento, prognóstico e vacinas, no âmbito dessas doenças, apresentadas por pesquisadores vinculados a instituições de ensino e pesquisa sediadas no estado, que possam levar à adoção de ações públicas e de novas formas de aplicação clínica que melhorem a qualidade de vida da população. Esta é a segunda edição deste programa, lançado anteriormente em 2008. Paralelamente, a FAPERJ também vem lançando, em parceria com outras Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) e com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ações sobre algumas dessas doenças, como dengue, malária e tuberculose. Nesta edição de 2012, foram beneficiados 46 projetos em oito instituições fluminenses. A soma dos recursos dos projetos aprovados chegou a R$ 5,7 milhões. Dezoito dos projetos contemplados tiveram como origem projetos apresentados por pesquisadores vinculados à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e outros 14 à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) tiveram, cada, dois projetos contemplados, enquanto o Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) tiveram um projeto beneficiado.
Apoio à Pesquisa Clínica em Hospitais Universitários
Já no programa de Apoio à Pesquisa Clínica em Hospitais Universitários – 2012, em sua terceira edição (foram lançados editais em 2008 e 2010), foram contempladas 27 propostas, das quais 12 são provenientes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), 11 da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), duas da Universidade Federal Fluminense (UFF), uma da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) e uma da Fundação Educacional D. André Arcoverde (FAA). O programa de Apoio à Pesquisa Clínica em Hospitais Universitários visa apoiar a aquisição e manutenção de equipamentos, bem como obras de infraestrutura, para a execução de projetos de pesquisa clínica em seres humanos, visando aprimorar o diagnóstico, prognóstico e tratamento de enfermidades, por meio de projetos apresentados por pesquisadores pertencentes ao corpo clínico de hospitais universitários sediados no Estado do Rio de Janeiro. Para tanto, nesta edição, o programa conta com recursos da ordem de R$ 5,6 milhões.
Equipes Discentes em projetos de Base Tecnológica para Competições
Com 23 novos projetos aprovados o programa de Apoio a Equipes Discentes em projetos de Base Tecnológica para Competições de Caráter Educacional - 2012 é um programa inédito na FAPERJ. O seu objetivo é financiar projetos de iniciação ou de pré-iniciação tecnológica que permitam aos estudantes aplicarem seus conhecimentos teóricos na prática e, com isso, poderem participar de competições que possibilitem experiências com novas tecnologias, inovação ou empreendedorismo, especificamente de caráter educacional. O edital tem um total de R$ 500 mil em recursos financeiros a serem disponibilizados. As propostas inscritas foram classificadas em uma de três faixas, de acordo com o montante solicitado: A – valor máximo de cada proposta – R$ 7.500 por equipe para competições locais de ensino médio e R$ 15 mil para competições locais de ensino superior; B – valor máximo de cada proposta – R$ 12.500 por equipe para competições nacionais de ensino médio e R$ 20 mil para competições nacionais de ensino superior; C – valor máximo de cada proposta – R$ 25 mil por equipe para competições internacionais de ensino médio e R$ 35 mil para competições internacionais de ensino superior. O programa financia despesas de capital, como aquisição de materiais permanentes e de equipamentos; e despesas de custeio, como serviços de terceiros (pessoas físicas e jurídicas), com caráter eventual, incluindo a manutenção de equipamentos, moldagem, usinagem e fabricação de peças; diárias e passagens, desde que compreendam despesas necessárias para o desenvolvimento da proposta e para participação em competição que seja objeto da proposta; material de consumo, componentes e/ou peças de reposição de equipamentos; e despesas de importação de equipamentos. Nesta sua primeira edição, o programa beneficiou projetos de oito instituições. Entre elas, a que mais aprovou propostas foi a Universidade Federal Fluminense (UFF), com seis, seguida da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com cinco, e pelo Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet), com três. O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), o Instituto Militar de Engenharia (IME) e a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) tiveram dois projetos beneficiados, cada, enquanto a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) e o Colégio Pedro II aprovaram uma proposta, cada.
Rex Nazaré, diretor de Tecnologia da Fundação, refere: “Esta é uma das ações da FAPERJ para incentivar o desenvolvimento tecnológico no estado. Desde 2008, vimos lançando diversas iniciativas nessa área, visando, principalmente, ao desenvolvimento e melhor qualificação das áreas das engenharias. A demanda neste primeiro edital ainda foi um pouco tímida, mas, à medida que este se firmar como mais um dos programas apoiados pela Fundação, certamente crescerá o número de equipes discentes competidoras. Este é o nosso objetivo, pois, sem dúvida, é com incentivos como este que se qualificam melhor os nossos alunos, tanto do ensino médio quanto do ensino superior”.
Apoio à Atualização de Acervos Bibliográficos nas Instituições de Ensino Superior e Pesquisa
Projetos para ampliar o acervo de bibliotecas fluminenses também ganharão um reforço de investimentos. A divulgação do resultado do edital de Apoio à Atualização de Acervos Bibliográficos nas Instituições de Ensino Superior e Pesquisa – 2012 revelou que 36 novos projetos foram contemplados. Oito deles tiveram origem na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e outros oito na Universidade Federal Fluminense (UFF), enquanto três foram da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Também foram beneficiados a Universidade Severino Sombra, Universidade Salgado de Oliveira, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam), o Centro Universitário de Volta Redonda (Unifoa), a Universidade Cândido Mendes de Campos (Ucam – Campos), o Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), o Instituto Fernandes Figueira (IFF), o Instituto Nacional de Meterologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Ao todo, foram beneficiadas 20 instituições.
Com recursos de R$ 2,6 milhões, o programa, criado em 2009 por sugestão dos membros do Conselho Superior da Fundação, apoia a atualização do acervo das bibliotecas vinculadas a instituições de ensino superior e pesquisa no estado, com o objetivo de estimular a pesquisa científica e tecnológica. O valor máximo de recursos solicitados é definido em função do número de programas de pós-graduação stricto sensu credenciados pela Capes de cada instituição. Assim, o valor máximo das propostas foi: na Faixa A – entre R$ 150.001 e R$ 250 mil – instituições que tenham mais de 30 programas de pós-graduação stricto sensu credenciados pela Capes; Faixa B – entre R$ 80.001 e R$ 150 mil – instituições que tenham entre 16 e 30 programas de pós-graduação stricto sensu credenciados pela Capes; e Faixa C – até R$ 80 mil – instituições que tenham entre um e quinze programas de pós-graduação stricto sensu credenciados pela Capes. Os recursos do programa financiam apenas despesas de capital, como livros, publicações em outras mídias, livros eletrônicos, bancos de dados, coleções e coletâneas, que deverão ser incorporadas ao acervo das bibliotecas da instituição à qual pertence a equipe de pesquisadores e disponibilizadas por meio de catálogo.
Os coordenadores dos projetos aprovados deverão aguardar comunicado eletrônico da Fundação, com a notificação dos prazos para retirada de seus termos de outorga.
O presidente da FAPERJ, Ruy Garcia Marques, vê com grande entusiasmo e responsabilidade a liberação destes resultados: “Trata-se de um montante muito grande de recursos, cerca de R$ 60 milhões. Nossa preocupação com a seleção dos projetos a serem contemplados nos levou a compor comitês com grande número de pesquisadores de excelência em suas áreas de atuação, oriundos de diversos estados brasileiros. Pela primeira vez, também, no caso do edital Pensa Rio, contamos com pareceristas internacionais. Esta é uma ação que não havíamos implementado, até então, mas, devido aos elevados recursos financeiros disponibilizados e por entender que a disputa seria das mais acirradas, como aconteceu, acreditamos que esta deverá se tornar uma prática rotineira, notadamente para julgamento dos maiores programas que a FAPERJ vem lançando. Pretendemos continuar lançando programas de mais longa duração, como fizemos agora com o Pensa Rio. Quero parabenizar a comunidade científica e tecnológica do nosso estado que, mais uma vez, soube responder com projetos de alta qualidade nesses editais que têm hoje os seus resultados liberados”.
Acesse os links das listagens dos contemplados no Planeta Universitário
"Vários municípios perderão Registros Civis de Pessoas Naturais no Estado do Rio de Janeiro" e Campos está entre eles
A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta quinta-feira (03/05), em discussão única, o projeto de lei 1.427/12, em que o Poder Judiciário reestrutura os serviços de Registro Civil de Pessoas Naturais (RCPN), extinguindo 137 serviços registrais já desativados ou vagos. Na justificativa, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos explica que serviços de RCPN situados em locais de pouca densidade demográfica foram sendo desativados com o passar do tempo, e suas atribuições foram transferidas para outros serviços em localidades próximas.
“Portanto, temos hoje inúmeros serviços de RCPN situados nas diversas Comarcas do Estado do Rio de Janeiro que estão desativados, afigurando-se conveniente promover a sua extinção por ato formal de modo a atualizar a respectiva disciplina prevista no Código de Organização e Divisão Judiciárias do Estado do Rio de Janeiro”, argumenta.
A proposta será enviada ao Governador Sérgio Cabral, que terá 15 dias úteis para sancioná-la ou vetá-la.
Os municípios que perderão Registros Civis de Pessoas Naturais são: Angra dos Reis, Araruama, Arraial do Cabo, Barra do Piraí, Barra Mansa, Bom Jardim, Bom Jesus do Itabapoana, Cachoeiras de Macacu, Cambuci, Campos dos Goytacazes, Cantagalo, Carmo, Conceição de Macabu, Cordeiro, Duas Barras, Duque de Caxias, Engenheiro Paulo de Frontin, Itaboraí, Itaguaí, Itaocara, Itaperuna, Laje do Muriaé, Macaé, Mangaratiba, Miguel Pereira, Miracema, Natividade, Niterói, Nova Friburgo, Paracambi, Paraíba do Sul, Paraty, Petrópolis, Piraí, Porciúncula, Resende, Rio Bonito, Rio Claro, Rio das Flores, Santa Maria Madalena, Santo Antônio de Pádua, São Fidélis, São Sebastião do Alto, Sapucaia, Sumidouro, Trajano de Moraes, Três Rios, Valença e Vassouras.
Da Rádio Itaperuna FM
Por: Fernanda Porto
quinta-feira, 3 de maio de 2012
CEPUERJ COMUNICA
As provas serão realizadas somente no município de
Campos e apenas para os candidatos que efetuaram
pagamento bancário e geraram cartão de confirmação de
inscrição para a etapa realizada em 15 de abril.
As provas da área de Educação serão no dia 20: pela
manhã, para Professor II 25h e 35h; à tarde, para funções de
nível superior, como Pedagogo e Professores de disciplinas
específicas. Para o nível médio, as provas serão no dia 27 de
maio: pela manhã, para Agente de Operação e Fiscalização
de Transporte Coletivo, e à tarde para os demais cargos. As
provas para carreiras de Nível Superior, como Médico,
Assessor Técnico, Fiscal de Saúde Pública, Fisioterapeutas,
entre outras, serão aplicadas no dia 03 de junho, no turno da
manhã.
Informamos, ainda, que enviaremos a todos os
candidatos inscritos e-mails comunicando as novas
providências. Assim, aquele candidato que, por qualquer
razão, precisou usar e-mail de terceiros no ato da inscrição,
deve estar atento, porque não haverá outras formas de
comunicação além das já mencionadas. Não haverá novas
despesas de inscrição para os candidatos e nem alteração
dos conteúdos já divulgados.
Cronograma abaixo:
(clique na imagem para ampliar)
Da CEPUERJ
Divulguem: Cachorro Cardíaco Perdido
Minha amiga Renata Martins pediu que divulgasse o desaparecimento de seu cachorro, o Espirro. Eis a solicitação da proprietária do animal, quase um ente da família:
"PERDIDO dia 01 de Maio de 2012.
Ligue para 27222152.
O nome dele Espirro. Tem 14 anos. Toma medicamentos cardíacos
Compartilhem por favor, quanto mais gente souber melhor."
Renata estou torcendo para que você encontre logo o Espirro!
Cambuci e Campos dos Goytacazes registram recorde de frio
Segundo previsão da Somar, no decorrer do dia o tempo fica firme na maior parte do Estado do Rio e as temperaturas ficam um pouco mais agradáveis do que o dia anterior, com máxima chegando aos 27°C na capital.
Praticamente nada muda nas condições do tempo da sexta-feira (4). Já não faz tão frio pela manhã no Estado e boa parte do dia segue com predomínio de sol entre nuvens e temperaturas em elevação até o meio da tarde. No fim do dia há condição para chuviscos, por conta dos ventos que sopram umidade do mar. Na capital, as temperaturas oscilam entre mínima de 19°C e máxima de 27°C.
Do R7
Conselho de Ética: Humberto Costa pedirá abertura de processo para cassar Demóstenes
O discurso feito pelo senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), em plenário, no dia 6 de março, foi decisivo na construção do parecer do relator Humberto Costa (PT-PE) que pedirá logo mais na reunião do Conselho de Ética a abertura de processo disciplinar para cassação do mandato do parlamentar por quebra de decoro. No discurso do dia 6, Demóstenes negou qualquer relação com o empresário goiano, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, investigado pela Polícia Federal e o Ministério Público por suspeita de liderar um esquema de corrupção e exploração de jogos ilícitos.
Com a leitura do parecer, o conselho encerra a primeira etapa na análise das denúncias que embasaram o requerimento do PSOL de cassação do mandato do ex-líder do DEM no Senado. A partir de hoje (3), os parlamentares terão até terça-feira (8) para se aprofundarem nos argumentos sustentados por Humberto Costa e votar o relatório. Caso aprovado, será aberta a segunda etapa dos trabalhos que é a análise de mérito.
Já com os inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo disponibilizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Humberto Costa avaliará até que ponto as gravações autorizadas pela Justiça e as conversas de Demóstenes com Cachoeira comprometem o ex-líder do DEM. "O [problema é que] o senador faltou com a verdade em vários momentos e comprometeu seu mandato parlamentar ao se apresentarem evidências que sua relação com Cachoeira não era apenas privada", disse o relator à Agência Brasil.
Humberto Costa destacou que seu parecer não se sustenta apenas "em matérias veiculadas na mídia". Em vários momentos, desde que foi escolhido para a função, Humberto Costa ressaltou que as investigações do Conselho de Ética se baseiam em um julgamento político.
Logo no início da manhã, Demóstenes Torres esteve no Senado e foi até o plenário registrar presença. Depois, despachou com assessores em seu gabinete e por volta das 9h30 deixou a Casa. Na primeira reunião do conselho, o senador goiano compareceu no colegiado quando deixou claro que pretende se defender das acusações pessoalmente nessa segunda etapa dos trabalhos. Na fase de investigação, ele apresentou sua defesa por escrito.
O advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro, acompanhará a reunião do Conselho, que estava prevista para começar às 10 horas. Ele disse que “está tranquilo” quanto à defesa do parlamentar.
Da Agência Brasil
Marcos Chagas
Edição: Talita Cavalcante
Ministro empossa reitor do IFF e fala de papel estratégico de instituto
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, empossou na manhã desta quarta-feira, 2, em Brasília, o reitor eleito do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF), Luiz Augusto Caldas Pereira. Mercadante destacou o papel estratégico do instituto no Rio de Janeiro, em razão da extração de petróleo e gás em regiões do estado e dos grandes eventos que a capital sediará, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
“Com tudo isso, o Rio de Janeiro precisa cada vez mais se preparar, com a formação de técnicos e profissionais de qualidade, que sejam capazes de alavancar essa cadeia estruturante do desenvolvimento do estado e do Brasil”, disse o ministro. Ele lembrou ainda a relevância dos institutos federais na formação de professores para que o país alcance uma educação com mais qualidade e seja reconhecido como nação desenvolvida. “Avançamos muito nas últimas décadas e ampliamos o acesso, mas se não tivermos bons professores, bem formados, dificilmente alcançaremos uma educação de qualidade, que é hoje a aspiração do Brasil e do povo brasileiro”, afirmou.
Em seu pronunciamento, o reitor salientou que sua história profissional teve início no próprio instituto. Ele foi estudante da antiga Escola Técnica Federal de Campos dos Goytacazes. Lá, após a formação técnica, ingressou na vida acadêmica e profissional. “Estar à frente da instituição é uma alegria sem par e cheia de significados”, disse.
Caldas Pereira acredita que o modelo dos institutos federais pode trazer contribuição cada vez mais positiva e decisiva ao país no campo da educação profissional e tecnológica. “É compromisso de nós todos desenvolver uma educação profissional emancipadora, descobrir formas para atingir contingentes populacionais desfavorecidos e permitir o acesso à educação e ao trabalho”, afirmou.
Instituição — O Instituto Federal Fluminense tem mais de 11 mil alunos matriculados e 1,2 mil servidores em exercício nas sete unidades, localizadas em Macaé, Quissamã, Itaperuna, Cabo Frio, Bom Jesus do Itabapoana e Campos dos Goytacazes (Campos e Guarus). Até 2014, serão inauguradas mais duas, em Itaboraí e Santo Antônio de Pádua. Além disso, oferece 15 cursos superiores e 22 técnicos, além de vagas em ensino técnico a distância e pós-graduação, lato e strictu senso.
Também participou da cerimônia o secretário de educação profissional e tecnológica do Ministério da Educação, Marco Antonio de Oliveira. Ele lembrou a importância do instituto na implantação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) no Rio de Janeiro. “Acreditamos que esse papel desempenhado pelo instituto será de grande relevância e de grande importância para o país”, enfatizou.
Reitor — Licenciado em matemática, Luiz Augusto Caldas Pereira é mestre em planejamento e gestão de cidades, além de pós-graduado em matemática e em computação. Entre 2008 e 2011, foi diretor de formulação de políticas para a educação profissional e tecnológica da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC. Também foi diretor-geral do antigo Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Campos, de 2000 a 2007. De 2006 a 2007, esteve à frente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
Do Planeta Universitário
quarta-feira, 2 de maio de 2012
STF deve julgar ação sobre critérios de seleção do Prouni nesta quarta
Na época, o STF negou uma liminar para cancelar a adoção das cotas na universidade.
Do uol
Lei inclui nome de Anita Garibaldi no Livro dos Heróis da Pátria
O Diário Oficial da União publica hoje (2) a lei que inscreve o nome da heroína catarinense Anita Garibaldi (1821-1849) no Livro dos Heróis da Pátria. O livro registra perpetuamente os nomes dos brasileiros e de grupos de brasileiros que tenham dado a vida pela pátria “defendendo ou construindo, com dedicação e heroísmo”.
Anita Garibaldi, nascida Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva, foi esposa do herói italiano Giuseppe Garibaldi que, no Brasil, lutou pelos ideais republicanos contra o Império. Anita conheceu Giuseppe em 1837, durante a Guerra dos Farrapos, quando as forças da República Rio-Grandense tomaram a cidade catarinense de Laguna. Com o tempo, ela aprendeu a manejar armas e passou a acompanhar o marido nas batalhas.
O Livro dos Heróis da Pátria foi criado em novembro de 2007, pela Lei 11.597, assinada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ex-ministro da Cultura Gilberto Gil. Está depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Também estão no livro Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes; Zumbi dos Palmares; Marechal Manuel Deodoro da Fonseca; Dom Pedro I, entre outros.
O Panteão é um monumento de arquitetura modernista, simbolizando uma pomba, criada por Oscar Niemeyer.
Da Agência Brasil
Edição: Lílian Beraldo
A igreja e as urnas
A necessidade do combate à corrupção na política é um dos temas da carta sobre as eleições municipais que está sendo preparada pela Pastoral de Católicos na Política do Rio de Janeiro. Uma primeira versão do documento foi apresentada pelo novo coordenador do grupo, Dom Roberto Paz, bispo de Campos.
O texto destacará a importância da defesa da vida: além de citar a luta contra o aborto, pregará uma melhor assistência de saúde para a população. A pastoral também insistirá na expansão do ensino religioso nas escolas.
Olho na missa
É bom os candidatos ficarem atentos. Desta pastoral saíram documentos, que, em 2010, tiveram grande influência no processo eleitoral. Quando se deram conta do risco que corriam e da mobilização católica, muitos políticos viraram carolas em cima da hora.
Notícia velha
A Arquidiocese do Rio poderia atualizar o material que disponibiliza na Internet. Ao tratar da história da antiga Prelazia de São Sebastião, o site diz que o atual arcebispo é Dom Eusébio Scheid, que pendurou a batina em 2009.
Do O Dia
Por Fernando Molica











