...PALAVRAS INSONORAS!!!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Décimo quarto e décimo quinto salários para deputados e senadores vai acabar?

Projeto que põe fim ao pagamento de mais dois salários para parlamentares federais é aprovado pelo Senado



O plenário do Senado aprovou por unanimidade, na noite de hoje (9), o projeto que acaba com o pagamento de décimo quarto e décimo quinto salários para deputados e senadores. A matéria, que foi relatada pelo senador Lindbergh Farias (PR-RJ), já havia sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Pelo projeto, os parlamentares passam a receber os dois salários extras apenas no primeiro e no último ano de mandato, e não mais todos os anos como ocorre atualmente. Os senadores entenderam que esse recurso financeiro não se justifica mais, pois foi criado em uma época em que deputados e senadores tinham muitos gastos com o deslocamento das famílias para o Rio de Janeiro, então capital da República.

O projeto seguirá para a Câmara dos Deputados, onde ainda poderá ser alterado. Se isso ocorrer, ele retorna ao Senado para última análise.


Mariana Jungmann
Edição: Aécio Amado

Alerj debate substituição tributária

Aumento no valor da tributação estão prejudicando as micro e pequenas empresas

Por iniciativa do deputado Luiz Paulo (PSDB), a Comissão de Controle da Arrecadação Estadual e de Fiscalização dos Tributos Estaduais da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realizou audiência pública, em parceria com o Fórum de Desenvolvimento Estratégico, para debater a substituição tributária, mecanismo de arrecadação de tributos que governos estaduais e federal criaram para cobrar o imposto antes do produto ser vendido. Segundo o Luiz Paulo, o valor dessa tributação vem aumentando por conta de sucessivos decretos - abusivos, por serem inconstitucionais, segundo o deputado, já que aumentam custos das micro e pequenas empresas. "A lei da substituição tributária teve origem no Executivo. Propomos que este faça a revisão do anexo, retirando produtos que não podem estar ali", defendeu.
O mecanismo através do qual se dá esse aumento da carga tributária é a chamada Margem de Valor Agregado (MVA). Luiz Paulo pensa que uma maneira de mitigar esse processo, "que se torna uma bola de neve", seria reduzir ano a ano a MVA (25% primeiro ano, 25% segundo ano e 50% no terceiro), até que zerá-lo completamente para produtos da substituição tributária em relação aos contribuintes que tenham seus faturamentos incluídos na lei dos micro e pequenos empresários (Lei Complementar 123/2006). "Dessa forma, só ficaria o ICMS a ser cobrado pelo faturamento bruto anual", argumenta o tucano.

Multitributação
Um terceiro ponto abordado na audiência foi a "multitributação" de produtos recicláveis. O setor movimenta hoje cerca de R$ 10 bilhões por ano no Brasil, mas tem potencial de continuar crescendo aceleradamente caso alguns gargalos sejam eliminados. Luiz Paulo argumentou que, antes da Rio+20, o governo precisa alterar seu regulamento, como fez São Paulo, uma vez que a tributação excessiva sobre tais produtos desencoraja a produção de insumos decorrentes dessa matéria prima reciclável. Outra saída seria elaborar um projeto-de-lei com o mesmo objetivo, algo que foi prometido para antes do recesso parlamentar de julho pelo secretário Renato Villela, que esteve presente ao evento.
Villela acredita que o problema com micro e pequenos empresários com a substituição tributária não é facultado apenas ao Rio de Janeiro. Já em relação a "multitributação" de produtos recicláveis, segundo o secretário, está em fase de recebimento de informações e propostas.
Código de barras
O deputado Paulo Ramos (PDT) também compareceu ao evento. Ramos defendeu que, quando possível, o imposto seja creditado para os cofres públicos no ato do pagamento via código de barras, como no caso da conta de luz. O deputado pedetista classificou a política fiscal e tributária estadual como "um emaranhado infiscalizável".
Quanto à indústria da reciclagem, Ramos lamentou que esteja "vivendo na marginalidade, já que são confundidas com os ferros velhos". Para ele, o setor precisaria de incentivos. "Não entendo como outros setores recebem muito mais ajuda, como a Nissan, fábrica de veículos que recebeu incentivo de R$ 6 bilhões, além de um terreno orçado em R$ 180 milhões. No caso do Porto do Açu, no Norte Fluminense, um distrito inteiro foi desapropriado para ser entregue a um único proprietário, em detrimento da agricultura familiar, que historicamente garante sustento à população", criticou.

Dificuldade sistemática
A tributarista Rafaela Canito, do escritório GuerraDoin&Craveiro, destaca que as microempresas e empresas de pequeno porte "vêm enfrentando dificuldades não apenas com a sistemática da substituição tributária, mas também com a retenção na fonte de impostos e contribuições". Tais dificuldades, segundo Rafaela, resultam de metodologias criadas para facilitar a arrecadação dos tributos, reduzindo custos de fiscalização ao mesmo tempo em que dificultam a sonegação de impostos.
"Os meios criados pela legislação para facilitar a vida do micro e pequeno empresário abriram margens para as manobras dos entes federativos aumentarem sua arrecadação por meio de normas de constitucionalidade duvidosa", ratifica a tributarista, argumentando que, se fosse atendida a finalidade da lei que edita normas gerais, esta seria um agente facilitador as retenções e substituições criadas aos pequenos empresários. "No entanto, não vem sendo este o caso, quando da edição de leis regulamentadoras pelos estados e municípios", critica Rafaela.

Do Monitor Mercantil

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O relatório final da CPI do Cachoeira

Hoje, lendo a entrevista sobre a CPMI do Cachoeira – em que o vice-presidente Michel Temer diz não ter sentido chamar o governador do Rio para depor, uma vez que jantar com empresário não é crime – tive meus sentidos aguçados. Sensações variadas me invadiram, inclusive aromas, alguns agradáveis, outros não. E dúvidas, muitas dúvidas também me acossaram. Então o que fiz?


Por Edgard Catoira*

Para ter certeza de uma perfeita tradução dessas sensações, resolvi consultar alguns amigos ligados aos mundos religioso e esotérico. Ouvi um cabalista, um imã, dois pais de santo, três pastores evangélicos, o padre da minha paróquia e mais um ocultista de uma antiga seita egípcia. Fui espiritualmente a Delfos, a Gizeh e a outros centros de saber oracular e, mais que a confirmação de que, sim, as festas dessas autoridades e seus amigos, em Paris e Mônaco, são pecaminosas e, por extensão, afrontosas, obtive um autêntico furo de reportagem: o relatório final da CPMI.

Baseados no que ouvem e leem diariamente e com profundo conhecimento da alma e, principalmente , do caráter dos homens, os sábios me passaram essa extraordinária peça documental que, agora, com alegria, repasso aos leitores. Antes, me observaram que o relatório final foi preparado bem no início das atividades da CPMI, exatamente para evitar especulações da imprensa e atrasos nas demais atividades produtivas do Legislativo. São as seguintes as principais conclusões inesperadas:

1. Carlinhos Cachoeira mantinha uma rede de políticos e funcionários públicos a seu serviço;

2. Nenhum governador de Estado envolveu-se direta ou indiretamente nessa rede;

3. As grosseiras imagens divulgadas à sociedade por todos os meios de comunicação não passam de tentativas de denegrir a reputação desses governadores, homens de bens (perdão, de bem), absolutamente probos, e desqualificar o duro trabalho que desenvolvem em benefício do povo;

4. Tais calúnias e difamações possuem graves vícios de origem (seus divulgadores mais notórios) e, portanto, não podem merecer crédito;

5. Fica evidenciada a necessidade de um rígido controle (social) dos meios de informação, tendo em vista o enxovalhamento de reputações insistentemente promovido por essas instituições, com o único propósito de distrair a atenção da população e aumentar seu faturamento publicitário pela constante exploração do vil e do escandaloso;

6. Serão criadas e ativadas outras CPMIs, sempre que o interesse público o justificar, para promover apuração isenta, equilibrada e justa das denúncias relatadas;

7. Lamenta o envolvimento de empresas prestadoras de serviços ao Poder Público nas denúncias infundadas, observando que se trata de instituições de passado inatacável e presente sem restrições, sendo, assim, credoras do respeito de todos os cidadãos;

8. A conclusão do item anterior absolutamente nada tem a ver com questões ligadas a financiamentos de campanhas parlamentares, de vez que estas, como é sabido, são produzidas pelo labor diuturno da militância e graças a fundos reunidos através de mutirões populares, shows de artistas engajados, como Paul McCartney, Madonna e Lady Gaga, entre outros, tudo fiscalizado pela Justiça Eleitoral.

Em outra parte do relatório, os membros da presente CPMI “repelem, com, indignação, as maldosas insinuações de que buscavam apenas notoriedade em período pré-eleitoral e que estivessem subordinados a orientações externas. Nesse sentido, abrem movimento para coleta de assinaturas destinadas à formação de uma outra CPMI: a das atividades da imprensa”.

Divulgo antecipadamente esse relatório apenas para saciar o desejo profissional do furo jornalístico – que meus colegas só poderão publicar daqui a algum tempo, com afirmações que, provavelmente, vão eclipsar um pouco a realidade dos fatos.

Confiram o que virá e depois me cobrem qualquer (improvável) inexatidão do que profetizaram meus
mentores esotéricos.

Da Carta Capital

*Edgard Catoira é jornalista. Foi Chefe de sucursal da Ed. Abril (BA), Secretário de Redação da Veja (SP), Gerente da Abril Press. No Rio de Janeiro, foi editor da revista TV Guia (RJ), das Revistas Femininas da Ed. Abril, Revista Playboy, Revista Amiga, Editor de Projetos Especiais do Jornal do Brasil e O Globo. Trabalhou como Chefe de Comunicação Social da Embratur, Fundação Roberto Marinho, Procuradoria do Estado (RJ), Secretaria de Educação da Prefeitura (RJ), Secretaria da Infância e Juventude e Câmara Municipal. É editor dos livros: Guia do Jardim Botânico, Meio Ambiente e Desenvolvimento - uma experiência brasileira e White Martins

O Importante é Ser Humano

 
Folder do Seminário

(clique na imagem para ampliar)
 
O 9° Seminário Intermunicipal de Educação que será realizado no Teatro Trianon, em Campos, com a organização da WTC Recursos Humanos, nos dias 16, 17 e 18 de maio contará com a presença de um dos pensadores mais renomados do Brasil, o teólogo e filósofo, Leonardo Boff. A abertura do evento que acontecerá na quarta-feira (16/05), contará com uma palestra ministrada por Leonardo, que abordará o tema principal do Seminário, “Educação, a arte de cuidar”.


O seminário buscará o entendimento de que o cuidar do ser humano precisa ser de forma simples e prazerosa sendo parte da essência do educador. E vai reunir professores e profissionais da educação de Campos, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, Quissamã, São Fidélis e Italva.

“Há uma grande expectativa para este evento, principalmente pela presença de Leonardo Boff, que é muito querido e respeitado no meio da Educação”, afirmou Wainer Teixeira de Castro, diretor da WTC.

Na programação, constam ainda, os palestrantes: Isabel Parolin que dividirá a noite de quinta-feira (17/05), com o professor Jorge Miranda, quando sustentarão que educar para o cuidar, implica assumir os desafios de uma concepção ético-política da educação que construa dignidade e justiça social.

Na sexta-feira (18/05), dia do encerramento, a professora Emília Cipriano e o filósofo Carlos Marcio Lima defenderão que a afetividade é a base da vida. Se o ser humano não está bem afetivamente, sua ação como ser social estará comprometida.

Uma novidade desta edição do seminário, será a Cultura no Foyer, com apresentação de artistas locais. O Grupo Choro Novo abre o evento, seguido de Ed Ébano e Lene Moraes.

As inscrições podem ser feitas na sede da WTC que fica na rua Visconde de Itaboraí, nº 169, Parque Rosário, em Campos. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (22) 2733-0807 ou pelo e-mail: wtc@censanet.com.br

Texto do Ururau
Divulgação solicitada por Cristiano Simões



Sessões secretas podem transformar CPIs em pizza, diz especialista

Sessões secretas podem transformar CPIs em pizza, diz especialista. Por sigilo, parlamentares fecharam reunião com delegado que investigou Cachoeira.


O bicheiro Carlinhos Cachoeira é o principal foco das CPMI, que fará interrogatórios secretos
Depois do estardalhaço provocado pelo escândalo que envolve parlamentares, governadores e suas relações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, a maioria dos integrantes da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga o caso decidiu, nesta terça-feira (8), que os trabalhos seriam iniciados com uma sessão secreta, restrita apenas a quem faz parte da própria comissão.

O argumento usado por quem defendeu o segredo foi o de que era preciso manter as informações relacionadas ao caso sob sigilo. Como o primeiro a prestar depoimento era o delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques Sousa, responsável pela operação Vegas — que investigou os negócios de Cachoeira e colocou sob suspeita contratos com o poder público —, alguns parlamentares quiseram evitar que os dados apresentados por ele viessem a público.

Previstas no artigo 190 do regimento interno do Senado, as sessões secretas são justificadas como um jeito eficiente de proteger as investigações, mas também podem ser usadas pelos políticos para transformar CPIs em pizza, diz o cientista político Humberto Dantas, conselheiro da ONG (organização não governamental) Voto Consciente.

— Tem havido uma movimentação dos políticos para se proteger da CPI do Cachoeira. Uma ‘sessão secreta’ carrega uma subjetividade assustadora. Se ela for usada para assuntos técnicos, tudo bem. Mas, e se a motivação for política?

O assunto ganhou os holofotes justamente depois que o inquérito nº 3.430, que apura as relações de Cachoeira com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), vazou para a imprensa.

Apesar da devassa nos documentos, que gerou uma série de novas reportagens nos últimos dias, o presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), justificou a necessidade da sessão secreta dizendo que as informações publicadas nos jornais beneficiariam a defesa de Cachoeira.

A senadora Kátia Abreu (PSD-TO) e o deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF), que defenderam o sigilo, argumentaram que a reunião secreta serviria para assegurar o segredo de justiça das investigações. Do outro lado, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) se manifestou contra a reunião secreta e afirmou que o conteúdo vazaria de qualquer maneira.

Para Dantas, “quando existe algo que não querem que a opinião pública saiba, inicia-se um movimento corporativista”.

— Aí, só chega à opinião pública o que os políticos querem que chegue.

O secretário adjunto da Mesa Diretora do Senado, João Pedro da Silva, explicou ao site que qualquer membro da CPI pode pedir que determinada sessão seja secreta. Para isso, é preciso apresentar uma justificativa pouco antes da reunião começar.

— O pedido é votado por todos os membros. A maioria decide.

Ele lembra que é indispensável uma forte razão para que a sessão aconteça a portas fechadas.

— Alguns casos são necessariamente previstos pelo regimento, como declaração de guerra contra algum país, acordo de paz, escolha de diplomatas e decisão sobre a perda de mandato de algum parlamentar.

O PSOL, que em 2007 entrou com duas representações no STF (Supremo Tribunal Federal) contra as sessões secretas, hoje acredita que elas podem ser adequadas a depender da situação. O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) diz, no entanto, que essas reuniões “não podem representar falta de transparência”.

— A esmagadora maioria dos depoimentos deve ser aberta, mas pode ter um caso ou outro que queiram proteger a testemunha ou o investigador contra as retaliações. Esse é o caso do depoimento dos delegados e procuradores no caso Cachoeira. Mas a justificativa deve ser plausível para que a reunião seja secreta.

Na quinta-feira (10), deputados e senadores da CPI voltam a se reunir e assistem aos depoimentos do delegado Matheus Mella Rodrigues e dos procuradores da República Daniel de Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira, responsáveis pela operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira no fim de fevereiro.

Como essas sessões também serão secretas, Dantas pede atenção da opinião pública. Ele diz que não é a lei que precisa ser alterada, mas sim “a cabeça da classe política”.

— Uma sessão secreta pode ser séria ou pode servir como forno para transformar CPI em pizza.
 

Governo pretende aumentar valor de multas ao setor de petróleo



A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e o Ministério de Minas e Energia pretendem modificar a Lei de Penalidades aplicadas para distribuidores e revendedores de combustíveis.


De acordo com a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, que se reuniu com o ministro da pasta, Edson Lobão, na manhã desta terça-feira (8), o foco da legislação atual está apenas nas questões de comércio de petróleo e derivados e não engloba, de maneira clara, a produção e a exploração --cada vez mais importantes para o país.

Além disso, a regra também não contempla as questões relativas ao etanol.

Dentro do leque de sugestões que foram feitas ao ministério, está o aumento no número de penalidades para as empresas e no valor que elas podem alcançar.

"A pena aplicada para um posto de gasolina não pode ser a mesma de outra aplicada para uma grande empresa de petróleo. Hoje, o que temos não faz distinção entre o pequeno revendedor e a grande empresa", disse.


VALORES

A multa mais alta prevista pela Lei de Penalidades, atualmente, é de R$ 5 milhões. Mesmo assim, Chambriard propõe que os valores sejam reajustados.

Ela evitou comentar, no entanto, se a medida tem relação com a Chevron e o vazamento de 2.400 barris de petróleo na Bacia de Campos, em novembro. "Tudo na vida que a gente faz tem ser atualizado e chegou o momento", completou.

Segundo a diretora-geral, os aumentos previstos serão "substanciais", principalmente para as questões relativas à exploração e produção, que provoquem acidentes e vazamentos.

A lei de penalidades atual já diz que as sanções devem ser proporcionais a capacidade econômica da companhia. Por este motivo, quanto maior for o poder econômico do agente, maior deve ser o valor da multa.

Este foi o primeiro encontro da ANP com o Ministério de Minas e Energia para tratar do assunto. A negociação deve continuar pelos próximos dias.

Como já existem iniciativas no Congresso Nacional sobre o mesmo tema, o governo estuda ainda se vai optar por incluir as sugestões em um projeto já em tramitação na Casa, ao invés de encaminhar um novo.

Do Jornal de Floripa

terça-feira, 8 de maio de 2012

Lado Animal

Americana é processada por morder seu cão

Animal acabou mordendo dona nas costas em legítima defesa.
'Não haverá acusação contra o cachorro', disse policial Mike Smith.



Uma americana de 19 anos que mordeu seu buldogue durante uma briga com a mãe foi processada por crueldade contra os animais, anunciou a polícia.

Os vizinhos chamaram a polícia depois de ouvir gritos e barulho de briga em uma casa de Lake in the Hills, Illinois.

Segundo a polícia, Analise Garner, bêbada, bateu, aranhou e mordeu a mão de sua mãe. O buldogue da família também tinha marcas de mordidas visíveis em sua pata.

"O cachorro acabou mordendo Analise nas costas em legítima defesa", explicou o sargento Mike Smith.

"Não haverá acusação contra o cachorro", acrescentou.

Garner, depois de hospitalizada para tratar das mordidas do cachorro, foi indiciada por embriaguez e teve que pagar uma fiança de US$ 3 mil.

Do G1

"Lula seja louvado" nas novas cédulas de Ciquenta Reais???


Roberto Freire comete gafe e condena cédula falsa que diz "Lula seja louvado"

O deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) caiu numa pegadinha virtual e recriminou, pelo Twitter, uma suposta nova cédula de real que dizia "Lula seja louvado" ao invés de "Deus seja louvado". Ingênuo, o parlamentar achou que a piada era verdade. No texto falso que circula pela internet, Dilma teria dito que "Nem Deus, nem Zeus, nem Goku, nem Galileu. Coloquem o nome do Lula". Parece legítimo para você?


Reação

Como se não bastasse ter ficado irritado com a suposta cédula, Roberto Freire ficou ainda mais irado quando descobriu que tinha caído numa pegadinha.


"Lulopetistas histéricos e satisfeitos com a gafe por mim cometida. Mas nada dizem das imoralidades e malfeitorias do governo Dilma", atacou. Para se defender, Freire disse que a notícia realmente parecia verdadeira. "O pior é que em função do desmantelo e imoralidade dos tempos lulodilmistas(sic), tal estapafurdia noticia tem ares de verdade".

Do Jornal do Brasil
Jorge Lourenço

Dilma vetará alguns pontos do Código Florestal, afirma Ideli Salvatti

Ministra das Relações Institucionais se diz convicta da posição da presidente ante o texto





A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, se disse convicta de que a presidente Dilma Rousseff vetará alguns pontos do texto do novo Código Florestal, aprovado no mês passado pela Câmara dos Deputados.

De acordo as declarações feitas nesta terça-feira, 8, pela ministra, sabe-se que Dilma não manterá no texto artigos que concedam anistia a desmatadores e que causem prejuízos a pequenos agricultores. "Está consagrado. São duas questões que a presidente já havia sinalizado claramente que não admitira no Código Florestal", disse a ministra após se reunir no Senado com líderes governistas.

"Tenho a convicção de que alguns artigos com certeza serão vetados e portanto a tramitação de um projeto que possa suprir essas lacunas oriundas dos vetos seria bastante positivo", disse a ministra.

Dilma Rousseff, que tem até o dia 25 de maio para anunciar sua decisão ainda não definiu a extensão do veto. A presidente pode vetar o Código parcial ou integralmente. No segundo caso, seria necessária a negociação de novas regras para a proteção do meio ambiente nas propriedades privadas no País, depois de mais debates no Congresso, onde o projeto tramitou por 13 anos.


Alternativa

Ideli disse também que o governo considera positiva a proposta alternativa dos senadores Luiz Henrique (PMDB-SC) e Jorge Viana (PT-AC), apresentada no último dia 25. O projeto trata da consolidação de áreas de preservação permanente (APPs) às margens de rios, próximos a encostas e a topos de morro, além da reserva legal - parte de mata nativa em propriedades que devem ser preservadas (o tamanho varia conforme o bioma).

"O governo vê essa proposta com bons olhos, até porque o governo estava torcendo, apoiando e fazendo um apelo para que a Câmara aprovasse o texto que foi fruto de um acordo muito positivo entre ambientalistas e ruralistas que foi obtido aqui no Senado. Como a Câmara acabou apoiando mais a posição dos ruralistas, a presidente deverá tomar como decisão, nos próximos dias, o veto", explicou a ministra.

A Câmara aprovou o Código Florestal no fim de abril. A aprovação do projeto, com o apoio da bancada ruralista, desagradou ao palácio do Planalto, a ambientalistas e aos movimentos ligados ao campo. A Presidência ainda não recebeu o texto aprovado. De acordo com informações da Mesa Diretora da Câmara, a proposta ainda aguarda assinaturas de integrantes da Secretaria para ser encaminhada.
 
Do Estadão

Rio contrata dois terços da mão de obra da indústria nas seis principais regiões em março



A indústria fluminense mostrou fôlego nas contratações em março. Sozinha, respondeu por dois terços ou 66% das vagas abertas na atividade das seis principais regiões metropolitanas do país. Com um avanço de 11,7% em relação a fevereiro, trouxe para a economia mais 71 mil postos de trabalho, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE. Em São Paulo, que corresponde à metade do mercado de trabalho industrial brasileiro, o avanço foi de apenas 0,2% no período, com abertura de 4 mil vagas.


O setor naval foi um grande polo a atrair mão de obra dos segmentos de material de transporte e de comida preparada, segundo a Federação da Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), com base em dados do Caged.

-Desde o último trimestre de 2011, vemos uma grande procura pela construção de plataformas e embarcações - afirma o gerente de Assuntos Econômicos da federação, Guilherme Mercês.

- O crescimento da indústria naval, junto a grandes obras que estão em andamento no Estado, monta uma cadeia que vem mostrando um vigor interessante desde 2010 - acrescenta.

No primeiro trimestre, a indústria de transformação fluminense foi responsável por um saldo (contratações menos demissões) de 3.323 vagas, o melhor em dois anos. O saldo, que leva em conta o emprego formal, que perde apenas para o ano de 2010, com expansão forte da economia (5.925 vagas).

Além da indústria naval, grandes obras como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a ampliação do metrô, construção do Porto do Açu, Bus Rapid Transit (BRT) estão por trás do aumento das contratações.

O gerente geral do estaleiro da OSX, Danilo Baptista, afirma que na atual fase de obras do estaleiro no Porto do Açu (norte fluminense) está requerendo sobretudo, aumento de serviços ligados à construção civil.

-Estamos atualmente com 1.100 pessoas no canteiro de obras e vamos chegar a 7.000 em 2013, entre empregos diretos e indiretos- afirma. - Ainda não estamos demandando aço, britas, soldas, essa é uma demanda que deve ocorrer só no fim do ano. Na plena capacidade, serão 10 mil pessoas trabalhando.

O estaleiro que tem previsão de entrar em operação no fim de 2014 ou início de 2015 é um investimento de cerca de R$ 3 bilhões e vai funcionar dentro do complexo do Açu, do empresário Eike Batista.

- Nos primeiros dois anos, temos um perfil de mão de obra mais de construção civil. Depois vamos precisar de mão de obra mais qualificada - afirma.

No ramo de comida preparada, a Spice Gourmet abastece obras e estaleiros no Rio e confirma o crescimento da indústria voltada para grande empreendimentos. Dos cerca de 900 funcionários em todo o país, 140 foram incorporados este ano só no Rio. A empresa estima dobrar o faturamento em 2012 para R$ 120 milhões. Para 2013, deve passar de R$ 220 milhões.

- As contratações começaram com essa necessidade, no Brasil, de obras de infraestrutura e pela demanda do investimento privado. Há locais em que em um mês e meio saímos de 10 pessoas atendidas para duas mil refeições - afirma o presidente-executivo da empresa, Sergio Lopes.

- Só no Comperj, estamos inaugurando três cozinhas e cuidando da administração delas - acrescenta Lopes. Desde o fim do ano passado, já são oito outras unidades já instaladas.

Royalties do pré-sal e a pequena imprensa independente

Os royalties do pré-sal, um dos vetores do desenvolvimento do país, poderá causar um forte impacto na economia de diversas cidades do litoral brasileiro entre o Espírito Santo e Santa Catarina. Mas a pequena imprensa destas localidades também será beneficiada com os royalties que podem triplicar nos próximos anos?





Para comemorar os 14 anos do Observatório da Imprensa na TV Brasil, o programa exibiu uma edição especial na terça-feira (1/5) dedicada à mídia regional. O programa ouviu a opinião de representantes da imprensa de Campos e Macaé, no Rio de Janeiro; de Vitória, no Espírito Santo e de Santos e São Sebastião, no litoral paulista. Entrevistou também especialistas em Comunicação e Publicidade. A equipe do programa percorreu cerca de 3 mil quilômetros e gravou 17 entrevistas em ao longo de três meses.


Alberto Dines gravou o editorial que abriu o programa em um navio petroleiro da Petrobras. Dines explicou que o fato de o pré-sal estar próximo aos locais onde estão instalados os maiores grupos de comunicação do país – nas regiões Sul e Sudeste – não garante que a população será bem informada. “A grande imprensa precisa de uma pequena imprensa e ela, sim, pode ser a fiscal da sustentabilidade. Uma pequena imprensa local precisa ser reflexo de uma economia ativa, movimentada, sem interesses espúrios forçando o noticiário para um lado ou para o outro”, alertou. A sentinela da sustentabilidade do projeto do pré-sal e de outros polos de desenvolvimento futuros, na opinião de Dines, será sempre uma pequena imprensa ágil, livre e, sobretudo, independente.

Atualmente, o petróleo é responsável por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e o percentual pode dobrar em oito anos. O economista Sérgio Besserman chamou a atenção para a necessidade de um planejamento voltado para o desenvolvimento humano: “Se a gente pensar só em crescimento do PIB desses municípios, em dinheiro estritamente, é garantido que eles vão ter uma aceleração nos próximos anos muito grande. Nada garante os anos que virão depois. Mas nós sabemos que o desenvolvimento não é só isso, é também o desenvolvimento social”.

A chave para responder a essa questão, na avaliação do economista, é o conhecimento. “Aproveitar esse afluxo de recursos, investimentos e maximizar as oportunidades de acessar conhecimento daquela população. Qualidade de ensino público é, obviamente, um dos fatores centrais, mas não se esgota aí. É fazer aquela sociedade valorizar o conhecimento, toda ela – nas escolas, os pais, os fornecedores de serviços, o motorista de táxi – para atrair centro produtores de conhecimento”.

Sem confiança

O economista Cláudio Paiva ressaltou que a experiência tem mostrado que a divisão dos royalties do petróleo é inadequada: “A pulverização desses recursos para os municípios necessariamente leva à corrupção, ao recurso que vai para o ralo, porque os municípios não têm capacidade institucional para o planejamento das ações. Há malversação desses recursos públicos, [em] projetos faraônicos”. Paiva argumentou que é preciso haver um controle social rigoroso sobre a aplicação desse dinheiro. Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), acredita que a população local não é bem informada sobre os números reais dos royalties do petróleo: “Esse pulo da produção, três vezes maior, vai também gerar três vezes mais dinheiro para os municípios e estados. Independente do Congresso Nacional aprovar uma nova distribuição, diferente da atual, vai haver mais recursos nos municípios e estados”.

O principal problema da imprensa regional brasileira, na avaliação do jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva, é resultado da demora para que locais mais distantes dos grandes centros urbanos se transformassem em comunidades capazes de manter um jornal vibrante e independente. “Com exceção de alguns poucos títulos, nos polos de desenvolvimento do país, até 15, 20 anos atrás era raríssimo encontrar um jornal de alcance estadual ou de região dentro de um estado que fosse capaz de sobreviver apenas com a sua receita de circulação e de publicidade”, afirmou o jornalista.

Um exemplo do enfraquecimento da imprensa do interior é o destino do jornal Monitor Campista. Publicado durante 175 anos no norte fluminense, o jornal parou suas rotativas em 2009. De acordo com os Diários Associados, grupo que controlava o Monitor, o fechamento foi causado por questões econômicas. Para o professor Vítor Menezes, da Uniflu, há também componentes políticos. “O Monitor Campista era um jornal que conseguia se colocar de modo mais digno com relação às questões políticas locais. Houve manifestação na porta do jornal, houve uma ou outra voz se rebelando contra a perda, que não é só uma perda para o jornalismo, é uma perda histórica, é uma perda cultural. Mas não foi muito além disso em uma cidade com orçamento de R$ 2 bilhões e uma região que se diz promissora em termos empresariais, econômicos. Esse jornal não pareceu fazer falta a uma sociedade dessa”.

De acordo com o professor, parte da população campista não vê a imprensa como uma instituição relevante. “A gente tem uma imprensa aqui muito polarizada. Eu acho que isso é muito comum na imprensa regional, onde os veículos de comunicação se comportam como correias de transmissão das disputas políticas locais. Às vezes, a gente identifica de forma mais açodada questões financeiras ligadas ao falecimento dos jornais, mas também não temos tido uma sociedade que cobre a sobrevida desses jornais. Não é só dinheiro que faz jornalismo. É a vontade da sociedade em manter as suas instituições e manter também o jornalismo no papel que ele deve ser desempenhado”, avaliou Vitor Menezes. A imprensa regional acaba se atendo a responderdisputas de interesse local que, muitas vezes, não têm interesse jornalístico.

O panorama se reflete em Macaé, cidade que cresceu no lastro do petróleo a partir dos anos 1970 e tem alto índice de concentração de riqueza. “Existiamgrupos de imprensa, na época, que também eram jornais pequenos, provincianos, que se tornaram conglomerados. Essa concentração de poder, de dinheiro, na mão desses políticos, fez com que a imprensa se tornasse viciada porque tudo passou a girar em torno do dinheiro”, disse André Luiz Cabral, fundador do jornal Expresso Regional.

“A imprensa de Macaé hoje é uma imprensa em que a gente não pode confiar. Eu falo isso como jornalista, o que me dá uma tristeza muito grande. Ver em jornais, rádios, blogs, páginas em redes sociais, pessoas autoproclamadas jornalistas e até jornalistas mesmo com um certo nome de tradição na região, se venderem, se corromperem, inventarem mentiras, pessoalizarem processos políticos, adjetivarem matérias e usarem tantos artifícios que não condizem com jornalismo”, lamentou Cabral.

Segredo de Polichinelo

Em São Sebastião a imprensa também enfrenta dificuldades estruturais. Henrique Veltman, que foi proprietário do jornal Imprensa Livre entre os anos de 2001 a 2006, classifica o litoral paulista como um deserto de ideias e de competências:“Eu tive uma repórter em Caraguatatuba que era pós-graduada pela Universidade de Taubaté e era absolutamente analfabeta. É um exemplo clássico do que a gente tinha lá. O jornal é de um puxa-saquismo... São muito pouco interessados no bem-estar da população local. Muito pouco consistentes, mal escritos, textos ruins, conteúdo de má qualidade. Às vezes aparece uma coisa boa, mas é sem querer. Às vezes aparece um carinha escrevendo direitinho. E há os colaboradores locais. Então o cara, o advogado, o dono da mercearia diz: ‘Ah, eu fiz uma poesia para o aniversário da minha mãe’. ‘Então, bota lá’.Proust impera no litoral: estamos todos em busca do tempo perdido”.

O Observatório discutiu a controversa relação da pequena imprensa com o poder local. Barbosa Lemos, diretor geral da Rádio Campos Difusora, admitiu que a mídia do interior não se mantém sem o apoio do poder: “Ninguém consegue, em sã consciência, fazer um jornalismo, um rádio, eminentemente independente. Existe, sim, comprometimento. Sem comprometimento você não sobrevive, não tem como”. José Roberto Mingnone, gerente de programaçao da Rede Sim, de Vitória, completou: “A gente não tem condições de ter essa independência por umas questões lógicas. Precisamos ser independente, mas tem que chegar com o pires na mão”.

André Cabral explicou que há um ciclo vicioso nessa relação entre política e mídia em cidades pequenas. “Quem está no poder quer continuar no poder, não quer sair de jeito nenhum. Todo mundo que fala contra ele, ou contra o que ele está fazendo, ele vai tentar neutralizar de alguma forma. Se não consegue comprar aquele cidadão, faz um acordo financeiro para a aquela pessoa mudar o discurso. O governante vai ao comerciante e fala: ‘Você vai anunciar nesse jornal? Esse jornal é meu inimigo’”.

Para a imprensa do interior, não é fácil manter-se à parte das lutas pelo poder protagonizadas por políticos. “Os veículos, como não são feitos em Marte, são feitos dentro de um determinado contexto histórico e econômico, eles também são parte dessa disputa. Eles se submetem a um determinado cenário e quando menos percebem já não estão mais fazendo jornalismo direito. Estão fazendo nas Redações material quase publicitário dos interesses do dono do veículo ou do padrinho político ou do eventual patrocinador daquele determinado veículo. Enfrentar essas coisas é difícil porque passa por uma questão de sobrevivência econômica”, explicou o professor Vitor Menezes.

Esta relação torna-se ainda mais complicada em pequenas cidades por conta de laços de amizade dos donos de jornais com políticos. “É muito fácil você encontrar os governantes, encontrar os grandes anunciantes, você ser amigo”, disse Márcio Delfim, gerente de comercialização e marketing do jornal A Tribuna, de Santos. Vitor Menezes explicou que um veículo de comunicação do interior não olha uma prefeitura como um agente público que deve ser cobrado, mas sim como uma fonte de recurso e um anunciante em potencial.

“Como ser independente em um cenário desse?”, questionou Vitor Menezes, professor da Uniflu. Ele explicou que há uma interdependência entre a mídia regional e os políticos com variações históricas e também uma interpenetração – porque, no Brasil, alguns grupos poderosos de mídia regional são controlados por famílias de políticos tradicionais.

O Observatório mostrou a luta do jornal capixaba Século Diário contra o ex-governador Paulo Hartung e grandes empresas que podem estar ameaçando o meio ambiente no Espírito Santo. José Rabelo, coordenador de conteúdodo jornal, contou que a publicação já sofreu mais de 40 processos: “Nós sempre denunciamos irregularidades dos grandes grupos. Quando eu digo grandes grupos, estou falando da Daicros, que hoje é Fibria, a Samaco, a Vale, as grandes mineradoras. A partir do momento em que assumimos essa bandeira de jornalismo denuncista, a gente criou inimigos. E depois a gente vai ter que pagar essa conta. Por um lado, eles não tinham interesse em anunciar conosco. Nós tivemos até alguns momentos em que eles procuraram o jornal querendo restabelecer o canal de comunicação, mas com aquela proposta: ‘A gente anuncia com vocês e vocês aceitam acabar com as matérias contra nós, que denunciam as irregularidades da nossa empresa’”.

As pressões contra a pequena imprensa chegam à violência física, como ocorreu no jornal Imprensa Livre. De acordo com Henrique Veltman, após uma série de denúncias contra o prefeito Juan Garcia, a prefeitura de São Sebastião decidiu parar de publicar editais no jornal. Em seguida, passou a fiscalizar com maior rigor os comerciantes que anunciavam no Imprensa Livre. “Culmina que em determinada madrugada entra um grupo de bandidos e ataca uma das impressoras. Não destruíram, mas provocaram danos e ameaçaram o pessoal. Havia dois redatores no jornal e botaram arma na cabeça deles. Parece segredo de Polichinelo, todo mundo sabe, quem, onde, quando e como, mas nada aconteceu”. Depois desse episódio, Veltman decidiu vender o jornal para o grupo político ligado ao prefeito.


Universalização da liberdade

Uma das principais queixas dos veículos regionais é a falta de publicidade, que acaba comprometendo a independência. Na avaliação de parte dos entrevistados, os políticos locais querem interferir na linha editorial do jornal em troca de publicidade. Já as grandes empresas e o poder público federal têm preconceito com os jornais do interior e preferem publicar os anúncios apenas em jornais de circulação nacional ou em emissoras de rádio ou TV das capitais.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP),Armando Strozenberg, explicou que os veículos regionais apresentam características diferentes e nem sempre é fácil identificar se um jornal tem credibilidade junto à população local. As informações passadas pelos jornais para os escritórios de representação contratados para fazer a ponte com as agências de publicidades nem sempre correspondem à realidade: “São poucos os veículos que, de fato, podem ter suas próprias equipes fazendo a sua própria venda. E esses escritórios de representação só aceitam veículos quando eles atendem a determinado pormenores ou a um sistema que eles têm de aferição, que lhes permite dizer: ‘Não posso vender gato por lebre’”. Para Strozenberg, a “grande doença” da mídia brasileira são os jornais “bissextos”, que não têm periodicidade regular e os preços não constam em tabelas públicas. São receptáculos de anúncios criados para funcionar como um negócio qualquer e não para serem lidos.

O jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva explicou que é preciso que as comunidades gerem riquezas capazes de manter os jornais com publicidade para que eles possam ser independentes do poder local: “Uns dos segredos, na minha opinião, da força da imprensa norte-americana, e da democracia norte-americana, é o fato de que desde o início do país a imprensa regional existiu e foi forte. À medida em que os trens eram construídos e levados para o resto dos Estados Unidos, eles eram sempre acompanhados por jornalistas. Então, os jornais eram capazes de se sustentar com relativa independência em relação ao governo porque as comunidades locais geravam riqueza capaz de se manter o jornal por meios de anúncios e de publicidade”.

A mídia local e a nacional são complementares, na opinião de Lins da Silva. “A imprensa regional trata, evidentemente, com mais amplitude e mais profundidade dos problemas daquela comunidade local, enquanto a imprensa nacional trata das grandes questões do país. Portanto, se você tem uma imprensa nacional forte e uma imprensa regional forte, você tem um cidadão bem informado capaz de participar das decisões mais importantes da sua comunidade e do seu país”.

Venício Lima completou: “A mídia independente, autônoma, forte, é fundamental para o desenvolvimento da própria democracia. Porque, do ponto de vista tanto republicano quanto liberal, seria uma mídia que permitisse a universalização da liberdade de expressão que iria garantir a formação da opinião pública de fato democrática – e nós não temos isso no Brasil”.

Fonte: Observatório da Imprensa, por Lilia Diniz

Título alterado pelo Vermelho

Do Vermelho

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Os blogs e as fontes convencionais de notícias






Embora não sejam frequentes, volta e meia chegam à ouvidoria algumas reclamações de leitores que usam as informações veiculadas em blogs para reforçar os argumentos sobre alegados erros localizados nas matérias publicadas pela Agência Brasil. Até que ponto essas informações são fontes confiáveis? Não temos uma resposta formulada. Mas queremos, a partir desse ponto, abrir uma discussão sobre as fontes de informações jornalísticas e as possibilidades da utilização responsável de fontes não convencionais 1.


De acordo com a classificação feita pelo pesquisador Aldo Schmitz, quando analisou os critérios adotados para fontes de notícias do jornal a Folha de S.Paulo, existem quatro classes de fontes: tipo zero, são enciclopédias, documentos, vídeos, que 'prescindem de cruzamento' com outras fontes; tipo um, com 'histórico de confiabilidade' e fala com conhecimento de causa, estando 'próxima do fato que relata e não tem interesses imediatos na sua divulgação', sendo que jornal admite publicar informações de fonte desse tipo sem checagem; tipo dois, tem os atributos da fonte tipo um, menos o histórico de confiabilidade, por isso a Folha recomenda que a informação seja cruzada com pelo menos mais uma fonte; e o tipo três, tido como a de menor confiabilidade, sendo 'bem informada, mas tem interesses (políticos, econômicos etc.)'. Assim, o jornal trata as informações como sugestão de pauta.


Segundo o pesquisador, 'os jornalistas selecionam as suas fontes pela conveniência e confiabilidade, aquelas que mantêm uma relação estável, são acessíveis e articuladas, disponibilizam declarações ou dados de forma eficaz, isto é, a informação certa e verdadeira na hora esperada ou rapidamente. Assim, a fonte torna-se confiável, pois mantém uma relação estável com os jornalistas, por interesses mútuos. Forma-se então uma rede de contatos, em que os editores, produtores [no caso da TV], pauteiros [cada vez mais raro], repórteres e colunistas ou comentaristas [TV e rádio] mantêm uma lista atualizada de fontes confiáveis' (http://www.bocc.ubi.pt/pag/schmitz-aldo-classificacao-das-fontes-de-noticias.pdf).


O blog 2 é um site cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos dos chamados artigos, ou posts. Estes são, em geral, organizados de forma cronológica inversa, tendo como foco a temática proposta do blog. Um dado importante de muitos blogs é a capacidade de leitores deixarem comentários de forma a interagir com o autor e com outros leitores.


Existem diversos tipos de blogs. Entretanto é possível dividi-los em três grandes ramos: 1) blogs pessoais, normalmente usados como um gênero de diário com postagens voltadas para os acontecimentos da vida e as opiniões do usuário; 2) blogs corporativos e organizacionais, utilizados como ferramentas de divulgação e contato com clientes; e 3) blogs de gênero, que tratam de um assunto dominado pelo o usuário, ou grupo de usuários (http://pt.wikipedia.org/wiki/Blog).


Para o uso jornalístico, são os blogs pessoais de figuras públicas identificadas com o assunto em pauta e os blogs de gênero que mais interessam. Ás vezes um blog tem características dos dois tipos.


Seguindo a categorização feita pelo pesquisador Aldo Schmitz, os blogs normalmente deveriam ser tratados como fontes dos tipos dois (precisam ser checadas) ou três (servem como sugestões de pauta), mas podem eventualmente ser considerados, de acordo com a experiência do jornalista, do tipo um, onde esse nível de confiança se manifesta com mais clareza - isto é quase autoevidente agora, apesar do antagonismo inicial que marcou a relação e que continua forte entre muitos blogueiros independentes - é na relação entre os veículos da imprensa e os blogs dos comentaristas vinculados eles.


'A imprensa tradicional tem utilizado os blogs como ferramenta na divulgação de conteúdo jornalístico. Neste contexto, esses weblogs podem ser considerados um espaço para informação segmentada, que em sua grande maioria dá continuidade a práticas como o colunismo ou clipping de notícias, utilizando-se da função filtro dos blogs e veiculando informações de acordo com seus nichos de interesse' (http://www.facom.ufba.br/jol/pdf/2007_Os_Blogs_e_a_Grande_Imprensa_no_Brasil.pdf).


A alimentação recíproca entre esses blogs e os veículos que os hospedam se evidencia na alta incidência de hiperlinks entre os dois. Essa mesma falta de independência diminui seu valor como fontes alternativas.


As experiências da ouvidoria de consultar os blogs indicados pelos leitores têm sido bastante positivas. Quando se trata de supostos erros de fato nas reportagens, as informações nos artigos (posts) têm ajudado a entender se houve, de fato, um erro; se há outros fatos que foram omitidos que mudariam o contexto do fato que foi relatado e repercutido; e se fontes diferentes daquelas consultadas dariam uma interpretação diferente daquela apresentada na reportagem. Além disso, os comentários enviados pelos leitores dos posts fornecem uma repercussão imediata das informações que contribui à avaliação da sua veracidade e relevância.


Para os jornalistas que produzem as notícias essas vantagens podem ser menos atraentes. A premência da publicação não dá muita margem para titubeações. O blog é menos certo do que as fontes conhecidas. O blog pode não cobrir a notícia e, mesmo que faça a cobertura, pode atrasar. Os comentários atrasam mais ainda e, dependendo da politica editorial dos responsáveis pelo blog, podem estar sujeitos à censura, que diminui seu valor complementar na apresentação de fatos novos e outros pontos de vista.


Contudo, essas diferenças entre os blogs e as fontes convencionais são apenas relativas. As fontes convencionais nem sempre estão disponíveis na hora em que o jornalista as procura e nem sempre sua área de expertise a capacita a emitir opiniões abalizadas sobre determinados fatos. Os vieses profissionais às vezes desempenham a mesma função da censura.


Diríamos, portanto, que mesmo que não sejam aproveitados no primeiro momento da cobertura, os blogs podem servir no mínimo para dar continuidade ao assunto. Isso já aconteceu na Agência Brasil, quando o atendimento às demandas dos leitores resultou na publicação de novas matérias na quais os blogs citados pelos leitores forneceram pistas que foram seguidas. Nos exemplos que seguem para ilustrar as experiências da ouvidoria com demandas desse tipo, a cronologia sugere que em alguns casos as informações dos blogs poderiam ter sido usadas até mais cedo na cobertura, reconhecendo que essa é uma constatação retrospectiva que admite várias conclusões.


Exemplo 1: durante a cobertura do vazamento de petróleo do poço da Chevron no Campo de Frade na Bacia de Campos em novembro do ano passado, enquanto a Petrobras (parceira da Chevron no poço) e vários órgãos do governo federal insistiam que o volume do vazamento era pequeno e tinha sido controlado, o blog Tijolaço do deputado federal Brizola Neto publicou uma imagem da mancha de óleo reproduzida do site de um geógrafo norte americano que tinha adquirido a foto de um satélite da Nasa (15 de novembro). A foto foi acompanhada por um texto no qual os cálculos feitos pelo geógrafo baseados na foto constaram que o volume do vazamento era dez vezes maior do que a estimativa divulgada pela empresa. No dia 17 de novembro, um leitor que já vinha reclamando da cobertura da ABr mandou à ouvidoria um e-mail no qual esse post no Tijolaço foi citado. No dia seguinte, a ouvidoria encaminhou a demanda, assim como as anteriores, à Diretoria de Jornalismo, que mandou a seguinte resposta na mesma data: 'Agradecemos a mensagem. Esclarecemos que estamos publicando informações diárias sobre o caso. Assim como outros veículos de comunicação, temos dificuldade de conseguir informações confiáveis da Chevron. Estamos publicando matérias sobre o caso com as informações de autoridades brasileiras, como as do ministro de Minas Energia, do ex-ministro Carlos Minc, de autoridades do Ibama e da Polícia Federal. Sem dúvida gostaríamos de ter informações reveladoras sobre o caso, mas temos dificuldade de acesso ao local do acidente e de outras fontes confiáveis de informação. Estamos atentos e assim que tivermos fatos novos levaremos ao conhecimento dos leitores.' No mesmo dia, a Agência Brasil publicou uma matéria com outra foto de satélite, do Instituto Nacional de Estudos Espaciais (Inpe). No final da matéria aparece uma referência indireta à foto do blog: 'imagens da agência espacial americana Nasa, divulgadas ontem pela imprensa, mostram que o vazamento pode ser muito maior'.


Exemplo 2: A implementação nos estados do novo valor do piso salarial dos professores públicos do ensino básico foi assunto de uma matéria publicada pela Agência Brasil em 8 de março. Seis leitores, todos de Minas Gerais, escreveram para a ouvidoria para reclamar que os valores que apareceram na matéria não correspondem aos fatos. Na resposta às demandas, a Diretoria de Jornalismo observou que o valor do piso se aplica aos professores que trabalham em regime de 40 horas semanais e que quem trabalha em regime de 24 horas, como é o caso em Minas Gerais, deveria receber um valor proporcional. No dia 12 de março, um dos leitores contestou a resposta, citando dois blogs de autores não identificados. Nos blogs, a matéria da Agência Brasil é criticada e aparece o fax do contracheque de uma professora do estado. Toca-se também em uma questão que alguns dos leitores já tinham levantada nas demandas: a inclusão de abonos e gratificações no valor do piso, uma prática que é proibida na Lei do Piso. No dia 12 de março, a agência publicou nova matéria baseada em informações dos sindicatos de professores nos estados, com valores diferentes dos que foram divulgados na primeira matéria, e, no dia 21 de março, uma matéria foi publicada que focou a controvérsia sobre os salários pagos aos professores mineiros.


Exemplo 3: Em várias matérias publicadas pela Agência Brasil em março deste ano sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 05/270, aprovada pelo Senado Federal em 20 de março e promulgada pelo Congresso em 29 de março, alterando a base de cálculo dos valores pagos aos servidores públicos aposentados por invalidez a partir de 2004, há afirmações que dão a entender que a mudança beneficiaria todos os servidores que se encontram nessa condição. Seus vencimentos, que eram proporcionais, passariam a ser integrais. Em março e abril, a ouvidoria recebeu demandas de dois leitores que apontaram erros nessas informações que, segundo um deles, criaram falsas expectativas entre os servidores aposentados. Uma das demandas cita o blog da deputada federal Andréia Zito, autora da PEC, onde há um post de 23 de março que explica as mudanças e dá um exemplo do novo cálculo. A outra demanda cita o site da Câmara dos Deputados para mostrar em detalhes as modificações que a legislação sofreu em dezembro de 2011 quando a proposta foi aprovada naquela Casa, impondo várias restrições à integralidade do benefício. A resposta da Diretoria de Jornalismo às demandas foi: 'Agradecemos a mensagem do leitor. As observações do leitor podem contribuir para uma nova pauta sobre o assunto.' No entanto, o erro continua a se repetir. Em matéria mais recente, publicada em 30 de abril, aparece a segunda afirmação: 'O presidente da Câmara também falou ... sobre a aprovação da proposta de emenda à Constituição [PEC] que garante aposentadoria por invalidez com salário integral a servidores públicos'. A reportagem não faz nenhuma ressalva.


Das conclusões que podem ser tiradas dessas e de outras experiências, uma é óbvia: a ouvidoria deveria exercer o máximo de agilidade no encaminhamento desse tipo de demanda à Diretoria de Jornalismo. Mas mesmo na autoaplicação, a solução não é tão fácil diante do acúmulo de demandas que a ouvidoria tem que atender. Onde devemos começar o atendimento, com as demandas mais velhas ou com as mais novas? O que deve ser priorizado? A expectativa que todo demandante tem de um atendimento rápido ou o potencial impacto que certas demandas têm, se encaminhadas imediatamente.


A segunda conclusão se dirige à área jornalística: que tente incluir alguns blogs na lista de fontes, levando em conta os critérios de confiabilidade esboçados anteriormente. Na nossa limitada experiência, que reflete as preferências dos leitores que nos procuram, alguns dos blogs de políticos estão entre os melhores, ao contrário da imagem negativa que muita gente tem da classe política em geral. O valor informativo desses blogs aumenta na medida em que se trata de questões nas áreas em que seus donos têm uma atuação marcante que os torna conhecedores do assunto com experiência direta. Mesmo em relação às influências político-partidárias e ideológicas, seus interesses são bastante aparentes e fáceis de descontar.


Boa leitura e até a próxima semana


1 Levantamento feito por David Silberstein


2 Contração do termo inglês web log, Diário da Web


Da Agência Brasil (Coluna da Ouvidoria)

Centenas de crianças e famílias choram a perda de patrimônio cultural em Campos





Centenas de crianças choram a possibilidade de perder a oportunidade de um futuro digno por falta de interesse do poder público e de empresários na cidade de Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro, pois a ONG Orquestrando a Vida anunciou uma possível paralisação por falta de patrocínios para continuar o trabalho sociocultural desenvolvido pela entidade há 16 anos e que alcançou palcos como o Carnegie Hall em Nova York e é considerado o maior e melhor núcleo do célebre “El Sistema”.




A Orquestrando a Vida atende a 750 crianças carentes em 06 orquestras sinfônicas e 02 bandas, e com a paralisação estas crianças voltarão a atividades irregulares como trafico de drogas, assaltos, entre outros atos ilícitos, perdendo todo o trabalho desenvolvido pela ONG na transformação social e inserção no mercado de trabalho.




Os alunos, pais, professores e amigos da Orquestrando a Vida realizam no próximo dia 09 de maio às 17h um manifesto na praça principal da cidade de Campos (Praça São Salvador), que esta sendo chamado pelos organizadores de “Grande Ensaio Aberto”. Este ensaio será o último ensaio dos grupos sinfônicos pertencente a Orquestrando a Vida se não ocorrer um socorro imediato à instituição.


FAÇA PARTE DESTE MOVIMENTO
DIVULGUE!!!


A ORQUESTRANDO A VIDA PEDE SOCORRO!


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Enviado por Ana Paula Cordeiro


Divulgação solicitada por Kellen Freire que me enviou a seguinte mensagem no face: 


"Gostaria de pedir que você divulgasse sobre a paralizaçao das atividades da ONG orquestrando a vida, é um projeto que ensina música erudita a crianças em nossa cidade. O apelo é que por falta de apoio financeiro a escola de música que funciona ao lado do Centro Cultura Musical de Campos. A ONG funciona ao lado do Centro Cultura Musical de Campos e atende muitas crianças inclusive os meus filhos que tocam em sete orquestras. Eles farão um último ensaio aberto na praça São Salvador na quarta feira às 17h. Mais informações vc encontra no facebook ou no blog da ONG Orquestrando a Vida."


(clique para ampliar)


Que não somente permitamos que o sonho de vários jovens se acabe, mas, principalmente, que um trabalho dessa magnitude chegue ao fim!

Obedecê quem tem juízo... Será mesmo?!?!?!

Sim, senhora!



Dilma Rousseff já foi alertada pela Secretaria Geral da Presidência da República:

Um pedido de Camila Pitanga para a opinião pública é uma ordem!

Isso quer dizer o seguinte:

Se quiser continuar arrebentando nas pesquisas, Dilma terá que vetar o Código Florestal aprovado no Congresso!

Do Tutty Humor (Estadão)

Mudança na caderneta de poupança protege pequeno poupador, diz presidenta



A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (7) que a mudança para novos depósitos nas cadernetas de poupanças, anunciada pelo governo na semana passada, vai proteger o pequeno poupador, além de permitir que as taxas de juros continuem caindo.

A nova regra prevê que, quando a taxa básica de juros for menor ou igual a 8,5% ao ano, os rendimentos da caderneta serão fixados em 70% da taxa Selic. Anteriormente, o critério de remuneração da poupança era 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR). A Selic está fixada em 9% ao ano.

No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma lembrou que não são cobrados, sobre os rendimentos da caderneta, Imposto de Renda ou taxa de administração e que, por isso, quando os juros caem, a poupança se torna mais atraente.

“A caderneta de poupança é um patrimônio dos brasileiros e o governo tem obrigação de protegê-la, de torná-la cada vez mais segura e mais rentável para o pequeno poupador. É isso que estamos fazendo. Não podemos aceitar que agora, quando estamos baixando os juros, ela se torne uma forma de lucro fácil para aqueles que só querem especular.”

Dilma considerou a mudança simples, justa e correta. “O que nós fizemos foi criar uma regra para o futuro, para um futuro com taxas de juros mais baixas, que são o que nós queremos para o Brasil daqui para frente”, completou, ao lembrar que a nova regra só vale para novos depósitos.

“A poupança continua sendo um investimento excelente, rentável e com a mesma segurança de sempre. Continua e continuará como o melhor tipo de investimento para a maioria dos brasileiros”, destacou.

Da Agência Brasil


Paula Laboissière

Edição: Talita Cavalcante