...PALAVRAS INSONORAS!!!

sábado, 31 de março de 2012

Estrada destruída por enxurrada tem buraco de 25 m; obras terminam em maio

Trecho da BR-356 foi destruído pela força das águas do rio Muriaé em janeiro passado


Do R7

O trecho da BR-356 que foi destruído pela força das águas do rio Muriaé, na região de Campos dos Goytacazes, em janeiro passado, deve estar recuperado até o final de maio. A estrada que liga o norte do Estado do Rio de Janeiro à zona da mata mineira continua com um buraco de 25 metros de extensão desde o acidente, ocorrido no quinto dia do ano. Hoje, o trânsito no local é feito por meio de um desvio (veja foto ao lado).

A estrada funcionava como uma espécie de dique que continha as águas. Quando a rodovia se rompeu, a água invadiu as casas de 4.000 pessoas na localidade de Três Vendas. Cerca de 2.000 moradores deixaram o bairro.

Engenheiros do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) acompanham a obra realizada pela empreiteira Orient, em Campos.

Para evitar que o rio destrua novamente a rodovia, foram colocadas 66 aduelas de 2 m de altura por 2 m de largura sob a pista por onde a água escoará. Os operários trabalham durante todo o dia para garantir o cumprimento do prazo, 30% da obra já foi feito.

A obra de recuperação da rodovia começou no dia 17 de fevereiro. Antes de começar, os engenheiros optaram por construir um desvio paralelo à estrada.

A rodovia ficou fechada por mais de um mês. Nesse período, o motorista que saía de Itaperuna, no noroeste do Estado, para Campos dos Goytacazes tinha que dirigir por mais 80 km. Ele seguia pela RJ-186 (rodovia que liga Bom Jesus do Itabapoana a Santo Antônio de Pádua) e pela RJ-230 (a Porciúncula – Campos) para então pegar a BR-101 (que liga o Rio ao Espírito Santo, atravessando Campos).

sexta-feira, 30 de março de 2012

Recicle seus conhecimento em elétrica


A Potencia Ativa (W) representa a porção líquida do copo, ou seja, a parte que realmente será utilizada para matar a sede.


Como na vida nem tudo é perfeito, junto vem uma parte de espuma, representada pela Potência Reativa (VAr). Essa espuma está ocupando lugar no copo, porém não é utilizada para matar a sede.

O conteúdo total do copo representa a Potência Aparente (VA).

A analogia da cerveja pode ser utilizada para tirarmos algumas conclusões iniciais:

- Quanto menos espuma tiver no copo, haverá mais cerveja. Da mesma maneira, quanto menos Potência Reativa for consumida, maior será o Fator de Potência.

- Se um sistema não consome Potência Reativa, possui um Fator de Potência unitário, ou seja, toda a potência drenada da fonte (rede elétrica) é convertida em trabalho.
Ah, quem sabe agora vocês entendem....


Resumindo: um TRAFO é uma chopeira, um boteco é uma Subestação, o garçom é uma LD, a AMBEV é uma UHE e sua mulher é a ANEEL! O poder Regulador.

Enviado por Gustavo D'Angelo

Propinoduto: por erro de juiz, processo sobre o caso está parado há seis anos



Do Jornal do Brasil
Por Igor Mello

A ação judicial que tem como réus os envolvidos no escândalo do propinoduto, no qual uma quadrilha de fiscais fazendários foi denunciada por cobrar propinas de empresários, não avança desde dezembro de 2005 por conta de falhas processuais graves cometidas por um juiz da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Entre os julgados no processo está o ex-subsecretário de Administração Tributária do governo do estado, Rodrigo Silveirinha Corrêa, apontado como cérebro do grupo.


O processo chegou até o juiz Lafredo Lisboa, da 3ª Vara Federal Criminal, em dezembro de 2005. O magistrado demorou 56 meses para proferir sua sentença, e só o fez depois que o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) lhe deu um prazo de 90 dias para concluir o julgamento em primeira instância. Lisboa cumpriu a determinação. Mesmo assim, o caso não avançou.


Os membros 2ª Turma do TRF-2, que receberam o caso em segunda instância, no entanto, detectaram uma série de problemas no trabalho do magistrado. Por isso, os desembargadores acompanharam o voto do relator do caso, Messod Azulay. Segundo o parecer, "na apreciação judicial dos fatos trazidos aos autos, foram desprezadas considerações e afirmativas defensivas que deveriam ter sido analisadas e, se vencidos os argumentos da defesa, aí sim, proferir-se-ia condenação legítima".


... continue lendo no JB!

Blatter diz que Brasil precisa trabalhar mais e falar menos


Do Estadão

O presidente da Fifa, Josef Blatter fez uma dura cobrança relação ao governo brasileiro nesta sexta-feira, 30, e disse que chegou a hora de o País "fazer mais e falar menos".


Blatter deixou claro que a bola está no campo do Brasil, mas que quem manda na Copa do mundo é o secretário geral da Fifa Jerolme Valcke.

Valcke voltará ao Brasil em maio, contrariando a posição do governo brasileiro de tentar afastá-lo da Copa do Mundo.

Conselhos de Farmácia e Fisioterapia vão recorrer de decisão que dá aos médicos exclusividade no exercício da acupuntura



Da Agência Brasil
Por Carolina Pimentel

Os conselhos Federais de Farmácia e Fisioterapia pretendem recorrer de decisão judicial que garante aos médicos a exclusividade de exercer a acupuntura.

Na última terça-feira (27), o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região entendeu que outros profissionais de saúde não podem exercer a acupuntura, acatando ação movida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura.

A controvérsia vem desde 2001 quando o CFM pediu à Justiça a anulação de resoluções que autorizavam enfermeiros, psicólogos, fonoaudiólogos, farmacêuticos e fisioterapeutas a praticar acupuntura. O CFM defende que a acupuntura é usada para tratar dores que precisam ser diagnosticadas, atividade exclusiva dos médicos.

O relator do caso no TRF, juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins, entendeu que não se pode atribuir novas funções a um profissional por meio de resoluções feitas pelos conselhos,  apesar de não existir uma regulação para atividade de acupunturista.

“O juiz convocado, depois de examinar separadamente a lei que estabelece as atribuições de tais profissionais, esclareceu não ser possível a tais profissionais de saúde alargar seu campo de trabalho por meio de resolução, pois suas competências já estão fixadas em lei que regulamenta o exercício da profissão”, diz a nota publicada pelo tribunal.

A nota prossegue: “Esclarece o magistrado que a prática milenar da acupuntura pressupõe a realização de prévio diagnóstico e a inserção de agulhas em determinados pontos do corpo humano, a depender do mal diagnosticado no exame”.

Em comunicado, o Conselho Federal de Farmácia alega que a decisão não é definitiva.“Em primeiro lugar, não existe lei determinando que a acupuntura é um ato privativo do médico. Em segundo, o Código Brasileiro de Ocupação prevê a figura do médico acupunturista, ou seja, a medicina também pode exercer a atividade. Em terceiro, o Ministério da Saúde, que trata da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do SUS, inclui a acupuntura, sem restrição profissional. E por fim, é preciso esclarecer que a recente decisão do TRF (1ª Região) não abrange os termos da Resolução nº 516/09, do CFF, que define os aspectos técnicos do exercício da acupuntura na Medicina Tradicional Chinesa como especialidade do farmacêutico”.

O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, também em nota, alega que adotará todas as medidas para reverter a situação. “Em matéria de interpretação de Leis Federais e em matéria de cunho Constitucional, os órgãos competentes para a última palavra são: Superior Tribunal de Justiça –
STJ e Supremo Tribunal Federal – STF, razão pela qual a atual situação dos profissionais que exercem a acupuntura, não há de sofrer qualquer alteração enquanto não esgotadas todas as instâncias recursais e judiciais”.

Já o CFM comemorou a decisão do tribunal que “percebeu a impropriedade da prática da acupuntura por profissionais da área de saúde que não são médicos”,

A proibição passará a valer, em todo o país, tão logo seja publicada no Diário da Justiça

Edição: José Romildo

quinta-feira, 29 de março de 2012

Governo do Estado entrega 267 viaturas para defesas civis municipais


Do O Fluminense

A Polícia Militar recebe nesta quarta-feira (29/03), no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cefap) , o 3º lote com 267 viaturas seminovas a 18 prefeituras das regiões Sul Fluminense, Baía da Ilha Grande e Norte Fluminense. Os veículos serão utilizados pelas guardas e defesas civis municipais. O governador em exercício, Luiz Fernando Pezão, participa do evento.

As cidades contempladas são Barra Mansa, Barra do Piraí, Engenheiro Paulo de Frontin, Itatiaia, Mendes, Pinheiral, Piraí, Porto Real, Quatis, Resende, Rio das Flores, Valença, Vassouras e Volta Redonda, no Sul Fluminense; Paraty, Mangaratiba e Rio Claro, na Baía de Ilha Grande; e Conceição de Macabu, no Norte Fluminense.

Esta será a terceira doação feita pelo governo, que já entregou 566 viaturas, de um total de 1.478, para 38 prefeituras das regiões Serrana, Metropolitana e Noroeste. Os veículos seminovos pertenciam à Polícia Militar, que teve a sua frota recentemente renovada.

Nesta entrega, o governo doará 212 Gols para as guardas municipais e 55 Blazers para as defesas civis. O maior montante de veículos ficará com Volta Redonda, que receberá 29 Gols e 12 Blazers. Barra Mansa será beneficiada com 11 Gols e 2 Blazeres; Pinheiral, Quatis, Vassouras, Itatiaia e Paulo de Frontin ganharão 10 Gols e 2 Blazeres cada uma. Ainda neste montante, Barra do Piraí e Valença serão beneficiadas com 26 Gols e 9 Blazeres no total; Piraí e Resende terão 14 Gols e 4 Blazeres cada, e Porto Real e Rio das Flores ficam com 9 gols e 2 Blazers cada um. Conceição de Macabu terá direito a 14 viaturas, Mangaratiba e Paraty receberão 12 viaturas cada, e ao município de Rio Claro caberão 11 viaturas.

Ainda este ano, as demais prefeituras das regiões Metropolitana, dos Lagos, Norte e Baixada Fluminense serão beneficiadas com novas doações.

Operação prende quadrilha instalada em delegacia do RJ


Do Terra

Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) deflagraram nesta quinta-feira a Operação Macabu, para combater uma quadrilha instalada em uma delegacia de polícia de Conceição de Macabu, no norte do Estado, que extorquia comerciantes da cidade. Seis pessoas foram presas e nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Três Rios, Valença, Resende, Conceição de Macabu e Macaé.


Os suspeitos detidos são um delegado, três inspetores de Polícia Civil, um advogado e um guarda municipal do município de Carapebus, no norte fluminense. Eles são acusados de extorsões mediante sequestro, formação de quadrilha armada, roubo, extorsões e usurpação de função pública na forma qualificada. Segundo a Polícia Civil, o grupo chegou a faturar R$ 284 mil com as ações.

Conforme as investigações, que iniciaram em setembro de 2011, a quadrilha montou um esquema de arrecadação de vantagens ilícitas na 122ª Delegacia de Polícia Civil de Conceição de Macabu. Segundo a polícia, o grupo simulava a existência de delitos contra supostos criminosos, privando-os da liberdade e levando-os até o interior da delegacia. No local, utilizavam da violência e de ameaças graves para "exigir dos familiares da pessoa ilegalmente acautelada e da própria vítima altas somas de dinheiro, com a falsa promessa de deixar de lavrar o ilegal auto de prisão em flagrante e, em consequência, liberá-la", descreve o texto da denúncia.

De acordo com o MP, em uma das ações, a quadrilha foi até o estabelecimento de uma vítima e afirmou que o local era usado como desmanche de veículos usados. O dono foi levado até a delegacia e só foi libertado após se comprometer a pagar R$ 1,5 mil. A mesma vítima voltou a ser extorquida meses depois, quando o grupo exigiu R$ 12 mil para que seu depósito de areia não fosse interditado.

Segundo a denúncia, a organização criminosa era liderada pelo delegado titular da 122ª DP à época dos delitos. Ele assumiu o cargo em julho de 2011 e trouxe consigo sua equipe, composta pelos três inspetores denunciados.

Conforme as investigações, o outro suspeito, um advogado, usava sua profissão para fazer com que as vítimas acreditassem que deveriam pagar os valores exigidos e que essa seria melhor maneira de conseguir a liberdade. Já o guarda municipal preso é acusado de repassar aos agentes informações sobre irregularidades do comércio e de usurpar função pública de policial civil lotado na 122ª DP, dirigindo viatura oficial da unidade e realizando atividade tipicamente policial.

FUP pede cancelamento da concessão da Chevron


Do Diário do Grande ABC

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) entrou anteontem com uma Ação Civil Pública no Tribunal Regional Federal da 2ª Região pedindo o cancelamento da concessão de exploração e produção da Chevron no campo de Frade, na Bacia de Campos. Na ação, a FUP busca reparação de danos ambientais causados pelo vazamento de novembro.


"Foi muito grave o que aconteceu. E a Chevron mentiu para a sociedade", disse o coordenador da FUP, João Antônio Moraes. A FUP também abriu processo contra a Transocean, empresa que operava a sonda no poço que vazou.

Prefeito de São Francisco preso em Campos, na ‘Operação Renascer’

Prefeito de São Francisco preso em Campos, na 'Operação Renascer'







Desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (29/03), a Polícia Federal deflagrou uma operação para, segundo o delegado Paulo Cassiano Jr., desmantelar uma organização criminosa da qual o prefeito de São Francisco do Itabapoana seria líder. Serão cumpridos cinco mandados de prisão e 11 de busca e apreensão.

O delegado da PF, Dr. Paulo Cassiano Jr., acompanhado de sua equipe, esteve na casa do prefeito Beto Azevedo, que foi preso em seu apartamento, no edifício Luxor, em Campos.

Além do Prefeito Beto Azevedo, foram presos o ex-secretário de Saúde do município, Fabiano Córdova, o atual, Criatiano Sales e os donos da clínica Fênix, Fábio Silva e Juliana Meireles.

De acordo com Paulo Cassiano, outros quatro mandados de prisão, por crimes de corrupção e desvio de dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS), estipulado em cerca de R$ 2,5 milhões, foram cumpridos, nem todos em SFI, já que alguns envolvidos tem endereço em Campos. A verba teria sido desviada entre os anos de 2009 e 2011.
As prisões são temporárias, com prazo máximo de cinco dias.

(*) Com informações do Ururau

Ossadas são encontradas em terreno baldio na margem da BR-101 em Campos

Terreno fica perto do um cemitério público da região



Ossadas, dentaduras e pedaços de caixão foram encontrados em terreno baldio na BR-101.
Do R7

Moradores do bairro de Arraial, em Campos dos Goytacazes, no norte do Rio, denunciam que ossadas do cemitério de Travessão são jogadas em um terreno baldio às margens da BR-101, a rodovia que liga o Rio de Janeiro ao Espírito Santo.

Uma equipe de reportagem da Rede Record em Campos esteve no local nesta quarta-feira (28), e encontrou vários montes com ossos, uma dentadura, sobras de caixão, pedaços de crânio, couro cabeludo e artigos religiosos.

Os moradores afirmam que o material é descartado por carroceiros que carregam o entulho do cemitério e que isso acontece há mais de dez anos.

De acordo com Jivago Faria, presidente da Codenca (Companhia do Desenvolvimento do Município de Campos), órgão responsável pelo cemitério, os entulhos são de restos de sepultura deixados pelos proprietários.

O Comandante da PM em Campos (8º BPM), coronel Lúcio Flávio Baracho, informou que os moradores não denunciaram a situação a PM e que vai mandar uma equipe ao local para verificar a situação.

terça-feira, 27 de março de 2012

Gatinho FDP!!!

video

Classe desunida!
Depois, só nós, humanos, somos malvados!
Se eles fazem isso com eles, imagine com a gente!
Mas que o vídeo é engraçado, é!!!
kkkkkkkkk

Enviado por Gustavo D'Angelo

"É possível acreditar em Deus usando a razão", afirma William Lane Craig

O filósofo e teólogo defende o cristianismo, a ressurreição de Jesus e a veracidade da Bíblia a partir de construção lógica e racional, e se destaca em debates com pensadores ateus


Da Veja

Quando o escritor britânico Christopher Hitchens, um dos maiores defensores do ateísmo, travou um longo debate nos Estados Unidos, em abril de 2009, com o filósofo e teólogo William Lane Craig sobre a existência de Deus, seus colegas ateus ficaram tensos. Momentos antes de subir ao palco, Hitchens — que morreu em dezembro de 2011. aos 62 anos — falou a jornalistas sobre a expectativa de enfrentar Craig.

"Posso dizer que meus colegas ateus o levam bem a sério", disse. "Ele é considerado um adversário muito duro, rigoroso, culto e formidável", continuou. "Normalmente as pessoas não me dizem 'boa sorte' ou 'não nos decepcione' antes de um debate — mas hoje, é o tipo de coisa que estão me dizendo". Difícil saber se houve um vencedor do debate. O certo é que Craig se destaca pela elegância com que apresenta seus argumentos, mesmo quando submetido ao fogo cerrado.

O teólogo evangélico é considerado um dos maiores defensores da doutrina cristã na atualidade. Craig, que vive em Atlanta (EUA) com a esposa, sustenta que a existência de Deus e a ressurreição de Jesus, por exemplo, não são apenas questões de fé, mas passíveis de prova lógica e racional. Em seu currículo de debates estão o famoso químico e autor britânico Peter Atkins e o neurocientista americano Sam Harris (veja lista com vídeos legendados de Craig). Basta uma rápida procura no Youtube para encontrar uma vastidão de debates travados entre Craig e diversos estudiosos. Richard Dawkins, um dos maiores críticos do teísmo, ainda se recusa a discutir com Craig sobre a existência de Deus.

Em artigo publicado no jornal inglês The Guardian, Dawkins afirma que Craig faz apologia ao genocídio, por defender passagens da Bíblia que justificam a morte de homens, mulheres e crianças por meio de ordens divinas. "Vocês apertariam a mão de um homem que escreve esse tipo de coisa? Vocês compartilhariam o mesmo palco que ele? Eu não, eu me recuso", escreveu. Na entrevista abaixo, Craig fala sobre o assunto.

Autor de diversos livros — entre eles Em Guarda – Defenda a fé cristã com razão e precisão (Ed. Vida Nova), lançado no fim de 2011 no Brasil, — Craig é doutor em filosofia pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e em teologia pela Universidade de Munique, Alemanha. O filósofo esteve no Brasil para o 8º Congresso de Teologia da Editora Vida Nova, em Águas de Lindóia, entre 13 e 16 de março. Durante o simpósio, Craig deu palestras e dedicou a última apresentação a atacar, ponto a ponto, os argumentos de Richard Dawkins sobre a inexistência de Deus.

Por que deveríamos acreditar em Deus?
Porque os argumentos e evidências que apontam para a Sua existência são mais plausíveis do que aqueles que apontam para a negação. Vários argumentos dão força à ideia de que Deus existe. Ele é a melhor explicação para a existência de tudo a partir de um momento no passado finito, e também a para o ajuste preciso do universo, levando ao surgimento de vida inteligente. Deus também é a melhor explicação para a existência de deveres e valores morais objetivos no mundo. Com isso, quero dizer valores e deveres que existem independentemente da opinião humana.


Se Deus é bondade e justiça, por que ele não criou um universo perfeito onde todas as pessoas vivem felizes?
Acho que esse é o desejo de Deus. É o que a Bíblia ensina. O fato de que o desejo de Deus não é realizado implica que os seres humanos possuem livre-arbítrio. Não concordo com os teólogos que dizem que Deus determina quem é salvo ou não. Parece-me que os próprios humanos determinam isso. A única razão pela qual algumas pessoas não são salvas é porque elas próprias rejeitam livremente a vontade de Deus de salvá-las.

Alguns cientistas argumentam que o livre-arbítrio não existe. Se esse for o caso, as pessoas poderiam ser julgadas por Deus?
Não, elas não poderiam. Acredito que esses autores estão errados. É difícil entender como a concepção do determinismo pode ser racional. Se acreditarmos que tudo é determinado, então até a crença no determinismo foi determinada. Nesse contexto, não se chega a essa conclusão por reflexão racional. Ela seria tão natural e inevitável como um dente que nasce ou uma árvore que dá galhos. Penso que o determinismo, racionalmente, não passa de absurdo. Não é possível acreditar racionalmente nele. Portanto, a atitude racional é negá-lo e acreditar que existe o livre-arbítrio.

O senhor defende em seu site uma passagem do Velho Testamento em que Deus ordena a destruição da cidade de Canaã, inclusive autorizando o genocídio, argumentando que os inocentes mortos nesse massacre seriam salvos pela graça divina. Esse não é um argumento perigosamente próximo daqueles usados por terroristas motivados pela religião?
A teoria ética desses terroristas não está errada. Isso, contudo, não quer dizer que eles estão certos. O problema é a crença deles no deus errado. O verdadeiro Deus não ordena atos terroristas e, portanto, eles estariam cometendo uma atrocidade moral. Quero dizer que se Deus decide tirar a vida de uma pessoa inocente, especialmente uma criança, a Sua graça se estende a ela.

Se o terrorista é cristão o ato terrorista motivado pela religião é justificável, por ele acreditar no Deus ‘certo’?
Não é suficiente acreditar no deus certo. É preciso garantir que os comandos divinos estão sendo corretamente interpretados. Não acho que Deus dê esse tipo de comando hoje em dia. Os casos do Velho Testamento, como a conquista de Canaã, não representam a vontade normal de Deus.

O sr. está querendo dizer que Deus também está sujeito a variações de humor? Não é plausível esperar que pelo menos Ele seja consistente?
Penso que Deus pode fazer exceções aos comandos morais que dá. O principal exemplo no Velho Testamento é a ordem que ele dá a Abraão para sacrificar seu filho Isaque. Se Abraão tivesse feito isso por iniciativa própria, isso seria uma abominação. O deus do Velho Testamento condena o sacrifício infantil. Essa foi uma das razões que o levou a ordenar a destruição das nações pagãs ao redor de Israel. Elas estavam sacrificando crianças aos seus deuses. E, no entanto, Deus dá essa ordem extraordinária a Abraão: sacrificar o próprio filho Isaque. Isso serviu para verificar a obediência e fé dele. Mas isso é a exceção que prova a regra. Não é a forma normal com que Deus conduz os assuntos humanos. Mas porque Deus é Deus, Ele tem a possibilidade de abrir exceções em alguns casos extremos, como esse.

O sr. disse que não é suficiente ter o deus certo, é preciso fazer a interpretação correta dos comandos divinos. Como garantir que a sua interpretação é objetivamente correta?
As coisas que digo são baseadas no que Deus nos deu a conhecer sobre si mesmo e em preceitos registrados na Bíblia, que é a palavra d’Ele. Refiro-me a determinações sobre a vida humana, como “não matarás”. Deus condena o sacrifício de crianças, Seu desejo é que amemos uns ao outros. Essa é a Sua moral geral. Seria apenas em casos excepcionalmente extremos, como o de Abraão e Isaque, que Deus mudaria isso. Se eu achar que Deus me comandou a fazer algo que é contra o Seu desejo moral geral, revelado na escritura, o mais provável é que eu tenha entendido errado. Temos a revelação do desejo moral de Deus e é assim que devemos nos comportar.

O sr. deposita grande parte da sua argumentação no conteúdo da Bíblia. Contudo, ela foi escrita por homens em um período restrito, em uma área restrita do mundo, em uma língua restrita, para um grupo específico de pessoas. Que evidência se tem de que a Bíblia é a palavra de um ser sobrenatural?
A razão pela qual acreditamos na Bíblia e sua validade é porque acreditamos em Cristo. Ele considerava as escrituras hebraicas como a palavra de Deus. Seus ensinamentos são extensões do que é ensinado no Velho Testamento. Os ensinamentos de Jesus são direcionados à era da Igreja, que o sucederia. A questão, então, se torna a seguinte: temos boas razões para acreditar em Jesus? Ele é quem ele diz ser, a revelação de Deus? Acredito que sim. A ressurreição dos mortos, por exemplo, mostra que ele era quem afirmava.

Existem provas que confirmem a ressurreição de Jesus?
Temos boas bases históricas. A palavra ‘prova’ pode ser enganosa porque muitos a associam com matemática. Certamente, não temos prova matemática de qualquer coisa que tenha acontecido na história do homem. Não temos provas, nesse sentido, de que Júlio César foi assassinado no senado romano, por exemplo, mas temos boas bases históricas para isso. Meu argumento é que se você considera os documentos do Novo Testamento como fontes da história antiga, — como os historiadores gregos Tácito, Heródoto ou Tucídides — o evangelho aparece como uma fonte histórica muito confiável para a vida de Jesus de Nazaré. A maioria dos historiadores do Novo Testamento concorda com os fatos fundamentais que balizam a inferência sobre a ressurreição de Cristo. Coisas como a sua execução sob autoridade romana, a descoberta das tumbas vazias por um grupo de mulheres no domingo depois da crucificação e o relato de vários indivíduos e grupos sobre os aparecimentos de Jesus vivo após sua execução. Com isso, nos resta a seguinte pergunta: qual é a melhor explicação para essa sequência de acontecimentos? Penso que a melhor explicação é aquela que os discípulos originais deram — Deus fez Jesus renascer dos mortos. Não podemos falar de uma prova, mas podemos levantar boas bases históricas para dizer que a ressurreição é a melhor explicação para os fatos. E como temos boas razões para acreditar que Cristo era quem dizia ser, portanto temos boas razões para acreditar que seus ensinamentos eram verdade. Sendo assim, podemos ver que a Bíblia não foi criação contingente de um tempo, de um lugar e de certas pessoas, mas é a palavra de Deus para a humanidade.

O textos da Bíblia passaram por diversas revisões ao longo do tempo. Como podemos ter certeza de que as informações às quais temos acesso hoje são as mesmas escritas há 2.000 anos? Além disso, como lidar com o fato de que informações podem ser perdidas durante a tradução?
Você tem razão quanto a variedade de revisões e traduções. Por isso, é imperativo voltar às línguas originais nas quais esses textos foram escritos. Hoje, os críticos textuais comparam diferentes manuscritos antigos de modo a reconstruir o que os originais diziam. O Novo Testamento é o livro mais atestado da história antiga, seja em termos de manuscritos encontrados ou em termos de quão próximos eles estão da data original de escrita. Os textos já foram reconstruídos com 99% de precisão em relação aos originais. As incertezas que restam são trivialidades. Por exemplo, na Primeira Epístola de João, ele diz: “Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra”. Mas alguns manuscritos dizem: “Estas coisas vos escrevemos, para que o nosso gozo se cumpra”. Não temos certeza se o texto original diz ‘vosso’ ou ‘nosso’. Isso ilustra como esse 1% de incerteza é trivial. Alguém que realmente queira entender os textos deverá aprender grego, a língua original em que o Novo Testamento foi escrito. Contudo, as pessoas também podem comprar diferentes traduções e compará-las para perceber como o texto se comporta em diferentes versões.

É possível explicar a existência de Deus apenas com a razão? Qual o papel da ciência na explicação das causas do universo?
A razão é muito mais ampla do que a ciência. A ciência é uma exploração do mundo físico e natural. A razão, por outro lado, inclui elementos como a lógica, a matemática, a metafísica, a ética, a psicologia e assim por diante. Parte da cegueira de cientistas naturalistas, como Richard Dawkins, é que eles são culpados de algo chamado ‘cientismo’. Como se a ciência fosse a única fonte da verdade. Não acho que podemos explicar Deus em sua plenitude, mas a razão é suficiente para justificar a conclusão de que um criador transcendente do universo existe e é a fonte absoluta de bondade moral.

Por que o cristianismo deveria ser mais importante do que outras religiões que ensinam as mesmas questões fundamentais, como o amor e a caridade?
As pessoas não entendem o que é o cristianismo. É por isso que alguns ficam tão ofendidos quando se prega que Jesus é a única forma de salvação. Elas pensam que ser cristão é seguir os ensinamentos éticos de Jesus, como amar ao próximo como a si mesmo. É claro que não é preciso acreditar em Jesus para se fazer isso. Isso não é o cristianismo. O evangelho diz que somos moralmente culpados perante Deus. Espiritualmente, somos separados d’Ele. É por isso que precisamos experimentar Seu perdão e graça. Para isso, é preciso ter um substituto que pague a pena dos nossos pecados. Jesus ofereceu a própria vida como sacrifício por nós. Ao aceitar o que ele fez em nosso nome, podemos ter o perdão de Deus e a limpeza moral. A partir disso, nossa relação com Deus pode ser restaurada. Isso evidencia por que acreditar em Cristo é tão importante. Repudiá-lo é rejeitar a graça de Deus e permanecer espiritualmente separado d’Ele. Se você morre nessa condição você ficará eternamente separado de Deus. Outras religiões não ensinam a mesma coisa.

A crença em Deus é necessária para trazer qualidade de vida e felicidade?
Penso que a crença em Deus ajuda, mas não é necessária. Ela pode lhe dar uma fundação para valores morais, propósito de vida e esperança para o futuro. Contudo, se você quiser viver inconsistentemente, é possível ser um ateu feliz, contanto que não se pense nas implicações do ateísmo. Em última análise, o ateísmo prega que não existem valores morais objetivos, que tudo é uma ilusão, que não há propósito e significado para a vida e que somos um subproduto do acaso.

Por que importa se acreditamos no deus do cristianismo ou na ‘mãe natureza’ se na prática as pessoas podem seguir, fundamentalmente, os mesmos ensinamentos?
Deveríamos acreditar em uma mentira se isso for bom para a sociedade? As pessoas devem acreditar em uma falsa teoria, só por causa dos benefícios sociais? Eu acho que não. Isso seria uma alucinação. Algumas pessoas passam a acreditar na religião por esse motivo. Já que a religião traz benefícios para a sociedade, mesmo que o indivíduo pense que ela não passa de um ‘conto de fadas’, ele passa a acreditar. Digo que não. Se você acha que a religião é um conto de fadas, não acredite. Mas se o cristianismo é a verdade — como penso que é — temos que acreditar nele independente das consequências. É o que as pessoas racionais fazem, elas acreditam na verdade. A via contrária é o pragmatismo. “Isso Funciona?", perguntam elas. "Não importa se é verdade, quero saber se funciona”. Não estou preocupado se na Suécia alguns são felizes sem acreditar em Deus ou se há alguma vantagem em acreditar n’Ele. Como filósofo, estou interessado no que é verdade e me parece que a existência desse ser transcendente que criou e projetou o universo, fonte dos valores morais, é a verdade.

Perfil


Nome: William Lane Craig

Profissão: Filósofo, teólogo e professor universitário na Universidade de Biola, Califórnia

Nascimento: 23 de agosto de 1949

Livros destacados: Apologética Contemporânea – A veracidade da Fé Cristã; Em Guarda, Defenda a fé cristã com razão e precisão; ambos publicados no Brasil pela editora Vida Nova

Principal contribuição para a filosofia: Craig foi responsável por reformular o Argumento Cosmológico Kalam (variação do argumento cosmológico que defende a existência de uma primeira causa para o universo) nos seguintes termos: 1) Tudo que começa a existir tem uma causa de existência. 2) O universo começou a existir. 3) Portanto, o universo tem uma causa para sua existência.

Informações pessoais: William Lane Craig é conhecido pelo trabalho na filosofia do tempo e na filosofia da religião, especificamente sobre a existência de Deus e na defesa do teísmo cristão. Escreveu e editou mais de 30 livros, é doutor em filosofia e teologia em universidades inglesa e alemã e desde 1996 é pesquisador e professor de filosofia na Universidade de Biola, na Califórnia. Atualmente vive em Atlanta, nos EUA, com a esposa. Craig pratica exercícios regularmente como forma de combater a APM (Atrofia Peronial Muscular) uma doença degenerativa do sistema nervoso que lhe causou atrofiamento dos nervos das mãos e pernas. Especialista em debates desde o ensino médio, o filósofo passa a maior parte do tempo estudando.

Argumentos para a existência de Deus


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Governo prorroga IPI menor para linha branca e inclui mais setores

Imposto sobre móveis e laminados foi zerado; para luminárias e lustres caiu de 15% para 5%; para a linha branca, terá mais 3 meses




Do iG

O governo decidiu prorrogar por mais 3 meses a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre a linha branca com objetivo de estimular a economia, informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta segunda-feira. A medida encerraria no dia 31 deste mês.


"Estamos começando o aquecimento da economia neste primeiro semestre", afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista coletiva nesta segunda-feira. "A economia vai crescer a taxas próximas de 5% no segundo semestre para ter crescimento (em 2012) maior que 2011", emendou.

Ele anunciou ainda a redução do IPI sobre móveis de 5% o para zero. O tributo que incide sobre luminárias e lustres também caiu, de 15% para 5%. Já para laminados houve redução de 15% para zero na alíquota do imposto. A renúncia fiscal, segundo Mantega, é de R$ 489 milhões para o governo federal.

"A contrapartida é a manutenção do emprego. Não pode haver demissões nesses setores. Em fevereiro, a indústria admitiu 50 mil (trabalhadores) e queremos que isso continue", afirmou o ministro da Fazenda em entrevista coletiva.

A decisão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi tomada na manhã desta segunda-feira, após ter conhecimento dos dados do ritmo da economia refletidos pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que apontou queda de 0,13% entre dezembro de 2011 e janeiro deste ano. O IBC-Br é visto no governo como o melhor indicador antecedente de atividade.
*Com Valor, Reuters e Agência Estado

Statoil derrama óleo diesel na Bacia de Campos


Do Yahoo!

A operadora norueguesa Statoil, que opera blocos no campo de Peregrino em parceria com a chinesa Sinochem, indicou ao Ibama que, na sexta-feira, houve um vazamento de óleo diesel, estimado em cinco litros, no mar da Bacia de Campos durante uma operação de abastecimento.

A empresa afirma que não houve "dano relevante" ao meio ambiente marinho, pois o tipo de óleo que vazou é leve. A petroleira afirma que ações de contenção do acidente já foram tomadas.

Segue a nota enviada pela empresa ao Ibama, que veio a público nesta segunda-feira:

"Na qualidade de operadora do campo de Peregrino, localizado na Bacia de Campos, a Statoil Brasil Óleo & Gás Ltda. informa um incidente ocorrido na Plataforma Peregrino B. Durante uma operação de abastecimento de óleo diesel na referida plataforma, houve um derrame estimado de 5 litros de óleo diesel para o mar. Não foi constatado dano relevante sobre o ambiente marinho, tendo em vista as características da substância derramada (substância leve) e o pequeno volume vazado. Foram tomadas todas as medidas de contenção, e estão sendo adotadas medidas imediatas para evitar a repetição do evento."

segunda-feira, 26 de março de 2012

Chevron: Justiça exige que MPF em Campos prove que vazamento foi na sua área de competência

MPF denunciou criminalmente a empresa pelos dois vazamentos de óleo em Campos





Do R7

Depois de denunciar criminalmente a Chevron pelos dois vazamentos de óleo na bacia de Campos, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, o procurador da República do MPF (Ministério Público Federal) de Campos, Eduardo Santos de Oliveira, precisa provar que o assunto é de competência da subseção judiciária para processar e julgar. Só a partir de então que a ação penal vai se iniciar.


De acordo com a decisão da Justiça, a dúvida com relação à competência se deve aos supostos crimes terem sido cometidos fora do território nacional (em alto-mar), e que por isso seria de competência das Varas Federais localizadas na capital do Rio de Janeiro. A decisão foi do juiz federal Cláudio Girão Barreto, da 1ª Vara Federal de Campos. O MPF tem até dez dias, a partir de sexta-feira (23), para enviar o parecer para a Justiça Federal.

No parecer do Juiz também foi determinado que o processo corra em segredo de justiça nos autos, ou seja, a partir de então, apenas as decisões judiciais serão divulgadas.

O procurador Eduardo Santos de Oliveira, denunciou a Chevron na última quarta-feira (21). Na denúncia, ele pede também o sequestro de todos os bens dos denunciados e o pagamento de fiança de R$ 1 milhão para cada pessoa e R$ 10 milhões para cada empresa. Caso sejam condenados, o valor da fiança servirá para pagar a indenização dos danos, multa e custas do processo.

Segunda a denúncia, o derramamento de óleo afetou todo o ecossistema marítimo – podendo levar à extinção de espécies - e causou impactos às atividades econômicas da região, além de danos ao patrimônio da União, pois o vazamento ainda está em curso.

Para o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, os funcionários das empresas Chevron e Transocean causaram uma “bomba de contaminação de efeito prolongado” ao empregarem uma pressão acima da suportada, ocasionando fraturas nas paredes do poço que vazaram o óleo no mar, mesmo após o seu fechamento.

Segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo), foram detectadas falhas gravíssimas em equipamentos na plataforma SEDCO 706 – de propriedade da Transocean -, demonstrando a precariedade das condições em que a Chevron promovia a perfuração dos poços de petróleo. Embora constasse em seu Plano de Emergência Individual (PEI), a Chevron não tentou recolher o óleo do mar, optando pelo uso da dispersão mecânica, que causou o espalhamento do petróleo e aumentou o desastre ambiental. A auditoria da ANP evidenciou ainda a presença de apenas uma embarcação destinada à dispersão mecânica da mancha.

Entre os denunciados pelo MPF, está também uma analista ambiental da empresa Contecom, presa em flagrante pela Polícia Federal em novembro de 2011 pelo armazenamento e processamento inadequado de produtos tóxicos provenientes da perfuração da Chevron no Campo de Frade. Foi constatado que o material transbordava no tanque, misturando-se a outros produtos tóxicos e escorrendo até galerias de águas pluviais.

OGX aumenta para 70% participação em dois blocos na Bacia de Campos


Do InfoMoney

A OGX Petróleo (OGXP3) comunicou na noite de sexta-feira (23) que adquiriu da Maersk Oil 20% de participação dos blocos BM-C-37 e BM-C-38, na bacia de Campos. Com isto, a petrolífera de Eike Batista passa a deter 70% de participação nesses dois blocos, enquanto a Maersk responde pelos 30% restantes.
A partir dessa aquisição, a empresa planeja perfurar seis poços nos blocos BM-C-37 e BM-C-38, de forma a confirmar a extensão de acumulações descobertas, além de testar a existência de prospectos ainda não perfurados.
“Realizaremos todos os estudos e testes que se fizerem necessários para convertermos nossos recursos em reservas”, disse o OGX em fato relevante. A companhia opera sete blocos exploratórios na bacia de Campos que totalizam 1.177 km².

Hotel fluminense é finalista de prêmio nacional





Do tôsabendo


Vencedor na etapa estadual do MPE Brasil 2011 - Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas, o Palace Hotel, em Campos dos Goytacazes (RJ), tem a chance de receber o selo nacional do reconhecimento, na próxima sexta-feira (23), em Brasília. A partir da utilização de ideias e difusão de valores, como aumento da qualidade, da produtividade e da competitividade, a empresa fluminense foi selecionada para disputar com negócios de Mato Grosso do Sul, Bahia e Rio Grande do Sul o título de campeã na categoria Turismo da premiação.

A premiação é realizada pelo Sebrae, Movimento Brasil Competitivo (MBC), Gerdau e Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) para incentivar a melhoria da gestão nos pequenos negócios. A solenidade contará com a participação do presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, do presidente do Conselho Superior do MBC, Elcio Anibal de Lucca, do diretor dessa entidade, Erik Camarano, do diretor executivo da Gerdau, José Paulo Soares Martins, e do presidente do seu Conselho de Administração, Jorge Gerdau Johannpeter. Pela FNQ estarão o superintendente-geral, Jairo Martins, e o presidente do Conselho Curador, Mauro Figueiredo.

Escolhidas entre 143 empresas de todo o país que conquistaram as etapas estaduais do prêmio, as MPE visitadas receberam avaliação de 66 examinadores voluntários, que atestaram qualidade da gestão, capacidade empreendedora do empresário e resultados alcançados a partir da implantação do Modelo de Excelência da Gestão (MEG) da FNQ. Ao todo, a edição 2011 do MPE Brasil contou com mais de 58 mil empresas e bateu recorde de participação: 32 mil candidatas preencheram o questionário para autoavaliar a gestão, número 43% superior ao do ano anterior.

MPE Brasil

O prêmio incentiva micro e pequenas empresas brasileiras na busca pela excelência, reconhecendo iniciativas dos que investem em conceitos e práticas de gestão. Para participar, é preciso preencher o questionário de autoavaliação, metodologia padronizada nacionalmente para o prêmio utilizando critérios do Modelo da FNQ. Ao final do processo, as candidatas recebem relatório de diagnóstico da gestão, com seus pontos fortes e oportunidades de melhoria.

Serviço
Cerimônia de entrega do Prêmio MPE Brasil
Local: Centro de Convenções do Royal Tulip Brasília Alvorada – SHTN, Trecho 1, Brasília (DF)
Data: 23 de março de 2012
Horário: 19h
Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7852/ 2107- 9104/3243-7851/ 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
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Atualização (08:55)

Do Sebrae

Categoria Turismo
O Hotel de Lençóis, de Lençóis (BA), venceu concorrentes do Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. O estabelecimento foi criado em 1982 e ajudou a colocar a Chapada Diamantina no mapa turístico nacional. Os proprietários promoveram a qualificação da mão de obra em seminários e treinamentos sobre qualidade. O Hotel Lençóis é detentor, desde 2010, do Certificado Sistema de Gestão de Sustentabilidade para Meios de Hospedagem da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) e também foi vencedor do MPE Brasil em 2008.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Aos 80 anos, morre humorista Chico Anysio

Brasil perde um de seus maiores ídolos



Da Band

O Brasil perdeu hoje um de seus maiores ídolos. Morreu nesta sexta-feira, dia 23, aos 80 anos, o humorista Chico Anysio.


O ator foi internado no dia 6 de novembro com fortes dores na coluna, chegou a receber alta no dia 11, mas voltou ao Hospital Samaritano, em Botafogo (RJ), no dia 6 de dezembro devido a uma febre alta. No dia 21 de dezembro, Chico foi para casa, porém um sangramento no aparelho digestivo o obrigou a voltar para a UTI.

Após apresentar uma piora nas funções respiratória e renal na última quarta-feira, Chico voltou a respirar com ajuda de aparelhos e segundo boletins, o ator estava recebendo altas doses de medicação para controlar a pressão arterial, além de ter sido submetido uma punção torácica esquerda com drenagem de grande quantidade de sangue.

Problemas de saúde

A luta de Chico pela vida vem de longa data. Em dezembro de 2010, o artista deu entrada no mesmo hospital com quadro de falta de ar. Após a realização de exames foi diagnosticado um tamponamento cardíaco, que acontece quando o sangue se acumula entre as membranas que envolvem o coração (pericárdio).

"Sobrevivi a isso tudo porque sou forte, sou nordestino. Não tenho medo de morrer. Só acho uma pena, quando ainda tenho tanta coisa a fazer, para ver, tanto filho para ajudar, tanto neto... Mas, um dia, vou morrer. Não posso lutar contra o inevitável”, declarou ele ao jornal "O Globo" depois de passar 110 dias internado.

Entre idas e vindas ao hospital, Malga di Paula, mulher do astro, nunca perdeu as esperanças e costumava relatar em redes sociais seus dias e noites ao lado do humorista.

O ator, humorista, compositor, escritor, pintor, radialista, comentarista e diretor construiu cerca de 210 personagens ao longo da carreira e fez mais de 10 mil shows pelo país e fora dele.

"Tiro os personagens da vida, do que meus olhos veem nas calçadas, nos campos de futebol, nos estúdios, nas casas que frequento, nos restaurantes. O mundo é minha inspiração", dizia ele.

E é este mesmo mundo que lamenta a perda de um dos mais completos artistas que o Brasil já conheceu: Francisco Anysio Paula Filho.

No dos outros é refresco: "ANP diz que vazamento de óleo da Chevron não é uma catástrofe"

Falha de petroleira em poço pode ter levado a vazamento em Campos


Do R7

O assessor da diretoria da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocomustíveis), Silvio Jablonski, disse na quinta-feira (22) que não existe uma situação trágica no campo de Frade, na bacia de Campos, norte do Estado do Rio de Janeiro, onde foi constatado o segundo vazamento de óleo nas operações em águas profundas da empresa norte-americana Chevron. Ele deu a declaração durante audiência na Comissão de Meio Ambiente do Senado.

- Jamais falamos que a situação tende a piorar. Os robôs estão observando pontos na região e a gente não percebe nada trágico acontecendo. Não se trata de uma coisa catastrófica, até porque tem pouco óleo naquele reservatório.

O assessor explicou que o trabalho de geólogos vai permitir uma avaliação mais precisa do que ocorreu e detalhes que podem contribuir para que a ANP coíba novas ocorrências no futuro. No entanto, o assessor da ANP reconheceu que “nunca vamos chegar ao risco zero” na exploração do Pré-Sal.

Segundo Jablonski, a ANP está trabalhando com, pelo menos, oito hipóteses para o acidente, entre elas, a de que o óleo identificado este mês pode ter relação com o vazamento provocado pelas operações da empresa, em novembro do ano passado.

- Existem não conformidades relativas a riscos operacionais. Neste segundo acidente, a empresa poderia evitar vazamento se tivesse usado revestimento mais extenso do poço. Se [o revestimento] tivesse entre 300 m e 400 m, mesmo com a ruptura, o óleo não chegaria ao oceano.

A ANP ainda aguarda o posicionamento da Chevron sobre o primeiro vazamento de óleo na Bacia de Campos para definir as penalidades a empresa, como o valor de multas. A empresa norte-americana tem 15 dias para apresentar justificativas às falhas apontadas no relatório elaborado pela agência.

O diretor de assuntos corporativos da Chevron, Rafael Jean Willianson, disse que a exploração em águas profundas impõe muitos desafios e que a empresa “está no começo dessa história”. De acordo com ele, a Chevron fez tudo o que tinha que ser feito.

- Está tudo sob controle. Trabalhamos com autoridades. E, após suspensão temporária da operação, começamos estudos aprofundados para aprimorar a capacidade de entender essa geologia.

Segundo Willianson, a empresa norte-americana não vislumbra a hipótese de suspensão do contrato.

- Não houve negligência da parte da Chevron. Fizemos todos os estudos para operação no Frade. O evento das fissuras foi um evento atípico que queremos entender melhor.

Enquanto a Chevron e a ANP tratam o vazamento como incidente, o procurador do Ministério Público Federal, Eduardo Santos de Oliveira, considera a ocorrência como acidente grave. Segundo ele, houve falha por parte da Chevron.
- Geralmente as decisões têm viés econômico. Mas, a atividade de exploração, por si só, já é de risco e por isso exige mais comedimento. Na cadeia das decisões, muitas não foram tomadas.

CCBB Rio comemora centenário de Nelson Rodrigues com montagem contemporânea de Vestido de Noiva


Da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Uma estrutura em forma de octógono montada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro vai abrigar, a partir de hoje (23), uma montagem contemporânea de Vestido de Noiva, a peça mais emblemático de Nelson Rodrigues, no ano em que se comemora o centenário de nascimento de um dos principais dramaturgos brasileiros. A estreia para convidados será às 21h.

A ideia da companhia Circo de Estudos Dramáticos, responsável pela montagem, foi transformar a rotunda (construção em forma circular) do CCBB no cabaré de Madame Clessi, ambiente principal da trama, que transcorre em três planos interligados – alucinação, memória e realidade. Encenada pela primeira vez em 1943 pela companhia Os Comediantes e sob a direção de Ziembinski, Vestido de Noiva revolucionou a linguagem teatral no país e marcou o surgimento de uma dramaturgia cheia de brasilidade e urbana. “Até então, as companhias de teatro eram centradas na figura do protagonista, não havia uma preocupação com a direção e nem cuidados estéticos”, lembra o diretor da nova montagem, Caco Coelho.

A peça narra o trágico amor de duas irmãs, Alaíde e Lúcia, pelo mesmo homem, Pedro. A história começa com o atropelamento de Alaíde e se passa durante o tempo em que ela está sendo operada. Em suas alucinações, ela conversa com a prostituta Madame Clessi, de quem leu o diário ao se mudar para a casa que durante 37 anos abrigou um bordel. A trama é centrada na dualidade entre as irmãs: uma deseja viver com o marido as aventuras contadas pela prostituta e a outra espera o momento de revelar o caso que mantém com o cunhado.

Na encenação do Circo de Estudos Dramáticos, o público é convidado a ingressar na estrutura, ao som de samba, diretamente no plano da alucinação, que ocorre no mesmo nível da plateia. Em forma de arena, o espaço pode abrigar 120 espectadores. Já o plano da memória é dramatizado em três platôs suspensos ao longo de uma escada que vai do palco até a abóboda da rotunda. Na parte de cima da arena, a uma altura de 6 metros, uma estrutura que contorna o palco principal serve de base para o plano da realidade.

Os planos em que é dividida a peça foram originalmente desenhados pelo irmão de Nelson, Roberto Rodrigues, artista plástico assassinado em 1929, na redação do jornal A Manhã, de propriedade do pai, Mario Rodrigues. O episódio foi muito marcante na vida do futuro dramaturgo, na época com apenas 17 anos. “O grito de atropelamento de Alaíde é o mesmo grito de morte do irmão, que se cravou em Nelson de forma definitiva”, diz o diretor, Caco Coelho, considerado um dos principais pesquisadores da obra teatral do dramaturgo.

O elenco tem nos papéis principais as atrizes Viviane Pasmanter, no papel de Madame Clessi, Renata de Lélis (Alaíde) e Sara Antunes (Lúcia). O cenário é de André Cortez, com a supervisão de Daniela Thomas. O figurino é assinado por Beth Filipecki, e a iluminação, por Ricardo Fujii. Como a representação se dá de forma vertical, o elenco teve aulas de parkour, atividade física que ensina a pessoa a se mover de um ponto a outro de maneira rápida e eficiente (a arte do deslocamento).

Haverá apresentações de quarta-feira a domingo, às 21h, até 6 de maio. Durante o dia, o público poderá visitar uma exposição multimídia montada na parte de baixo da estrutura, com oito telas que exibem informações e imagens sobre o Rio de Janeiro, o ambiente político e as personalidades do período que vai de 1905 (época do bordel de Madame Clessi) a 1943, ano em que a peça foi escrita. O CCBB fica na Rua Primeiro de Março, 66, no centro do Rio. Os ingressos para a peça custam R$ 6 e a exposição tem entrada grátis.

Já iniciadas com a exposição Nelson Brasil Rodrigues, em cartaz no Teatro Glauce Rocha, também no centro da cidade, as comemorações pelo centenário no Rio de Janeiro terão o ponto alto em agosto, mês de aniversário do autor, com o festival A Gosto de Nelson. Iniciativa da Fundação Nacional de Arte (Funarte), o festival terá montagens das 17 peças do dramaturgo.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Obras da Ferrovia Centro-Oeste devem ser iniciadas em 2013, informa a Valec


Do Portal de Notícias do Senado Federal

A Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), que vai ligar Goiás a Rondônia, só vai começar a sair do papel em setembro de 2013. Esta é a data prevista para o início das obras, de acordo com José Eduardo Sabóia Castello Branco, presidente da Valec S/A, empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes, responsável pelo empreendimento.


Em audiência pública da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) realizada na manhã desta quinta-feira (22), Sabóia previu que o trecho prioritário da via, com cerca de 1.000 quilômetros entre Campinorte (GO) e Lucas do Rio Verde (MT), deve ficar pronto 24 meses após o início das obras, ou seja, no fim de 2015, um ano depois do previsto. O custo inicial é estimado em R$ 4,1 bilhões. O trecho restante de 600 quilômetros até Vilhena (RO) ainda não tem cronograma definido.

Falhas

Uma série de falhas técnicas no projeto básico foi o responsável pelo atraso, segundo a secretária de Fiscalização de Obras do Tribunal de Contas da União, Juliana Monteiro de Carvalho. Erros como ausência de detalhamento de elementos estruturais de pontes e viadutos e falta de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) foram detectados pelo órgão, que recomendou a interrupção do processo licitatório.

– Infelizmente, problemas de projeto são comuns e estão entre as mais frequentes causas de atraso em obras ferroviárias no país – constatou a representante do TCU.

Juliana informou que o Tribunal reconheceu os esforços da Valec para contornar os problemas do projeto básico após a mudança do comando da entidade no fim de 2011, quando José Eduardo Sabóia assumiu a presidência. Com o sinal verde do órgão dado no início deste ano, em junho próximo deve ser iniciado o projeto executivo.

– Resolvidos os problemas do projeto básico e agora partimos para o projeto executivo, que deve ficar pronto em junho de 2013. É um prazo bem factível, visto que dividimos em seis lotes de pouco mais de 150 quilômetros cada. Então, podermos começar a obra em setembro de 2013 – explicou.

Dúvidas

A audiência, que foi conduzida pela presidente da CI, senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), contou com a participação de deputados, secretários e prefeitos de Mato Grosso. Na fase de debates, os parlamentares mostram-se preocupação com o atraso no empreendimento e ressaltaram a importância da ferrovia para o Brasil e, principalmente, para a região Centro-Oeste.

O senador Pedro Taques (PDT-MT) lamentou a “total incompetência da administração passada da Valec” por ter permitido tantas falhas no projeto básico e destacou o trabalho do Senado.

– Se continuarmos na lógica de apagar o fogo, vamos responsabilizar os órgãos de fiscalização toda vez que uma obra for parada. O controle tem que ser preventivo, e o Senado está cumprindo agora este papel. Assim poderemos evitar que casos de incompetência como este se repitam – disse.

O senador Jayme Campos (DEM-MT) alertou para o fato de a obra ser longa e pediu prioridade do governo federal.

– Se o governo federal não der prioridade, daqui a 20 anos a Centro-Oeste não estará pronta e vai repetir o atraso da Ferrovia Norte-Sul. A expectativa dos matogrossenses é muito grande. Espero realmente que o trabalho comece em 2013 – afirmou.

Outro representante do Mato Grosso, senador Blairo Maggi (PR-MT) lembrou que é importante definir também como a ferrovia vai ser operada depois de pronta.

O representante da Valec defendeu um sistema semelhante ao usado atualmente na Europa Ocidental. Neste caso, a Valec faria a manutenção e venderia a capacidade de carga da via a operadores qualificados.

– Com isso, grandes produtores poderiam contratar ou operar sua própria frota e transportar a carga sem depender de ninguém. Hoje na Comunidade Européia este modelo é compulsório e foi adotado depois que o modal ferroviário começou a perder espaço para outros sistemas de transporte – explicou José Eduardo Sabóia.

Rondônia

Já o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) reclamou do trajeto da via. Para ele, se a Centro-Oeste chegar apenas à cidade de Vilhena, o estado de Rondônia não será beneficiado.

– É preciso fazê-la chegar até Porto Velho, caso contrário não seremos nem um pouco beneficiados. Hoje a rodovia que liga a capital a Vilhena está em péssimo estado e não tem condições mais de ser usada para escoamento da produção. Como seremos a quinta economia do mundo com estradas esburacadas e ferrovias paradas? – indagou.
Logística
Com 1.683 quilômetros de extensão, a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) sairá de Campinorte (GO), cortará todo o Mato Grosso até chegar a Vilhena (RO), passando por 20 municípios, numa região com alta produção de grãos e carne, mas com dificuldades logísticas para o escoamento da produção. Só o estado do Mato Grosso detém hoje quase 10% da produção mundial de soja, com 20 milhões de toneladas por ano.
A Centro-Oeste faz parte de um projeto maior, que é a Ferrovia Transcontinental (EF-3540), que sairá do litoral norte-fluminense, cortando Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Acre até o Peru.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Programa Renda Melhor chega a mais quatro municípios do Rio


Do Correrio do Brasil

Os programas Renda Melhor e Renda Melhor Jovem chegam nesta quinta-feira aos municípios de Tanguá, na Região Metropolitana, Macaé, Conceição de Macabu e Carapebus, no Norte Fluminense. No total, o Rio Sem Miséria beneficiará 7.089 mil famílias através do Renda Melhor, que soma recursos de R$ 585.468,36 mensais, e 991 estudantes do Ensino Médio por meio do Renda Melhor Jovem.


Em Tanguá, o plano para erradicação da pobreza extrema atenderá a 1.629 famílias com o Renda Melhor, somando investimentos mensais de R$ 121.200,81. Já o Renda Melhor Jovem beneficiará 204 estudantes do município com o poupança-escola. Na cidade de Macaé, 4.156 famílias participarão do Renda Melhor, que conta com recursos de R$ 359.978,52 por mês, e 661 pessoas do Renda Melhor Jovem.
Os programas Renda Melhor e Renda Melhor Jovem também ajudarão a tirar 841 famílias da extrema pobreza e auxiliarão na formação de 68 estudantes da rede pública em Conceição de Macabu. No total, o governo estadual irá aplicar R$ 69.240,81 mensais no Renda Melhor. Em Carapebus, 463 famílias e 58 jovens receberão cartões do Renda Melhor, que soma investimento de R$ 45.048,52 por mês, e do Renda Melhor Jovem.

terça-feira, 20 de março de 2012

SABEDORIA ORIENTAL













Projeto cria regra mais rígida para evitar fechamento de escolas do campo


Da Agência Brasil


Brasília – Um projeto de lei encaminhado hoje (20) para o Congresso Nacional pela presidenta Dilma Rousseff irá mudar o mecanismo de fechamento das escolas localizadas em áreas rurais. Nos últimos cinco anos, cerca de 13 mil unidades foram fechadas. A proposta, que irá alterar a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), estabelece que os conselhos estaduais e municipais de educação deverão ser consultados antes que o prefeito ou governador determine o encerramento das atividades de uma escola.

“O fechamento terá que ser debatido no conselho de educação, com a participação da sociedade civil. Isso seguramente levará a uma política que respeite as escolas que têm condição de funcionar. Estamos democratizando a decisão e transferindo para uma autorização prévia do conselho municipal ou estadual”, explicou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

A medida faz parte de um pacote de ações anunciado hoje para melhorar a qualidade da educação no campo – entre elas, a construção de novas escolas, a compra de veículos para transporte escolar e a produção de materiais didáticos específicos que valorizem a cultura e a realidade da população que vive nas áreas rurais.

De acordo com Mercadante, parte do fechamento das escolas é decorrente da própria urbanização de algumas regiões, mas outras deixam de funcionar porque têm poucos alunos e a prefeitura quer economizar recursos. “O prefeito põe uma condução que vai buscar os alunos mais longe e economiza recursos do funcionamento da escola. Mas é uma economia que sai caro para o país porque essas crianças são muito sobrecarregadas, às vezes andando mais de 100 quilômetros em uma estrada de terra para estudar”, disse.

O Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo) tem previsão de investimento de R$ 1,8 bilhão ao ano, até 2014.
Edição: Lílian Beraldo

Quase 70% dos municípios do Rio têm situação fiscal boa ou excelente



Do O REPÓRTER

A maioria dos municípios do estado do Rio de Janeiro foi avaliada em situação excelente ou boa no que diz respeito à eficiência na gestão orçamentária das prefeituras. É o caso de 58 cidades fluminenses (69% dos municípios investigados). Entre os 500 maiores resultados do país, 14 são do estado e apenas um está entre os 500 piores desempenhos. Os dados são do IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal), criado pelo Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) para avaliar a qualidade de gestão fiscal dos municípios brasileiros.

Em sua primeira edição e com periodicidade anual, o IFGF traz dados de 2010 e informações comparativas com os anos de 2006 até 2009. O estudo é elaborado exclusivamente com dados oficiais, declarados pelos próprios municípios à Secretaria do Tesouro Nacional.

O indicador considera cinco quesitos: IFGF Receita Própria, referente à capacidade de arrecadação de cada município; IFGF Gasto com Pessoal, que representa quanto os municípios gastam com pagamento de pessoal, medindo o grau de rigidez do orçamento; IFGF Liquidez, responsável por verificar a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os ativos financeiros disponíveis para cobri-los no exercício seguinte; IFGF Investimentos, que acompanha o total de investimentos em relação à receita líquida, e, por último, o IFGF Custo da Dívida, que avalia o comprometimento do orçamento com o pagamento de juros e amortizações de empréstimos contraídos em exercícios anteriores.

Os quatro primeiros têm peso de 22,5% sobre o resultado final. O IFGF Custo da Dívida, por sua vez, tem peso de 10%, por conta do baixo grau de endividamento dos municípios brasileiros. O índice varia entre 0 e 1, quanto maior, melhor é a gestão fiscal do município. Cada cidade é classificada com conceitos A (Gestão de Excelência, acima de 0,8001 pontos), B (Boa Gestão, entre 0,6001 e 0,8), C (Gestão em Dificuldade, entre 0,4001 e 0,6) ou D (Gestão Crítica, inferiores a 0,4 pontos).

O quadro fluminense foi marcado por orçamentos pouco comprometidos com folha de pagamentos, boa administração de restos a pagar e bom nível de investimentos. As médias dos municípios do estado no IFGF Gastos com Pessoal (0,6207), no IFGF Liquidez (0,7541) e no IFGF Investimentos (0,6648), todas em nível bom e acima do resultado do Brasil, confirmam o cenário positivo. As cidades fluminenses possuem ainda a maior média brasileira no IFGF Receita Própria (0,4004).

Em 14º lugar entre as capitais e em 1.006º no ranking brasileiro, a cidade do Rio ficou com o 32º lugar do estado. Diante de elevadas receitas próprias, a Prefeitura do Rio de Janeiro acumulou significativo volume de recursos em caixa em 2010, além de ter registrado bom nível de investimentos: recebeu conceito A no IFGF Receita Própria e no IFGF Liquidez e conceito B no IFGF Investimentos. Os históricos de elevados gastos com pessoal e custos da dívida, no entanto, pesaram para a capital fluminense.

Vale ressaltar o expressivo avanço da gestão fiscal da cidade. Frente a 2006, igualmente um segundo ano de mandato, o IFGF avançou 26%, o que permitiu um salto de mais de 1.600 posições no ranking brasileiro (da 2.607ª para 1.006ª), o maior avanço entre as capitais.

No topo do ranking estadual, os dez melhores municípios são, em ordem do primeiro para o décimo colocado: Itaguaí (0,8294); Rio das Ostras (0,8284); Piraí (0,8142); Saquarema (0,8053); Barra do Piraí (0,8030); Campos dos Goytacazes (0,7972); Macaé (0,7887); Volta Redonda (0,7773); Niterói (0,7547) e São José de Ubá (0,7530).

Os cinco primeiros colocados sobressaíram-se por apresentar IFGF acima de 0,8 pontos (conceito A) e por estarem entre os 100 melhores resultados do país. Todos foram bem avaliados nos indicadores de Liquidez, Custo da Dívida e, em menor medida, Gastos com Pessoal.

Na outra ponta do ranking, entre os dez piores resultados fluminenses, estão Cantagalo (0,5088); Valença (0,4905); Bom Jardim (0,4498); Mendes (0,4309); Petrópolis (0,4308); Itaocara (0,4224); Comendador Levy Gasparian (0,4208); Três Rios (0,4040); São Francisco de Itabapoana (0,3718) e Carapebus (0,2577), município que registrou o pior desempenho no estado do Rio.

O maior problema dos dez piores desempenhos é a administração dos restos a pagar, uma vez que oito municípios apresentaram IFGF Liquidez abaixo de 0,4 pontos (conceito D), ou seja, terminaram o ano de 2010 com mais restos a pagar do que recursos em caixa. Mais dois pontos chamaram a atenção no extremo inferior do ranking estadual: o fato de Cantagalo e São Francisco de Itabapoana terem registrado gastos com pessoal superiores ao limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (60%) e os reduzidos investimentos registrados por Petrópolis e Três Rios, cidades com bom nível de arrecadação própria.

Em sua estreia, o IFGF avaliou 5.266 cidades brasileiras, onde vive 96% da população. Dos 5.565 municípios do país, 297 não apresentaram seus dados fiscais ao Tesouro Nacional até o fechamento do trabalho, em setembro do ano passado – isso apesar de o prazo oficial do Tesouro terminar em junho. São 43 municípios da Bahia, 34 do Pará, 33 de Minas Gerais, 29 do Piauí, 23 do Maranhão, 22 de Goiás, além de 113 de outros 19 estados brasileiros.

No caso do Rio, não estavam disponíveis na base de dados da Secretaria do Tesouro Nacional os dados de oito municípios: Arraial do Cabo, Cabo Frio, Cambuci, Duas Barras, Guapimirim, Rio Bonito, São João da Barra, Varre-Sai.

Quase 65% dos municípios do país têm gestão fiscal difícil ou crítica

A situação fiscal é difícil ou crítica para quase 65% dos municípios brasileiros, enquanto a excelência na gestão fiscal está restrita a 2% das cidades do país. As regiões Sul e Sudeste concentram os municípios com melhor qualidade de gestão fiscal, com 81 cidades entre as 100 melhores do Brasil. Do lado oposto, aparecem Norte e Nordeste, com 93 municípios entre os 100 piores no que diz respeito à eficiência na gestão orçamentária das prefeituras.

Apesar de 2010 ter sido o ano de maior crescimento econômico do país desde 1986, o IFGF aponta que os municípios brasileiros estão, em média, em uma situação fiscal difícil. O índice Brasil atingiu 0,5321 pontos, influenciado pelo crítico desempenho do indicador de Receita Própria (0,2414 pontos), além da difícil situação retratada pelo IFGF Liquidez (0,5719) e pelo IFGF Gasto com Pessoal (0,5773). Por outro lado, o IFGF Investimentos atingiu seu maior nível desde 2006 (0,6163 pontos), enquanto o IFGF Custo da Dívida manteve a melhor pontuação entre os cinco indicadores avaliados pelo estudo (0,8055 pontos).

São Paulo tem seis municípios entre os dez melhores do país

Grande parte das prefeituras brasileiras (43,7%), precisamente 2.302 municípios, foi avaliada em situação de dificuldade, enquanto 1.045 cidades (19,8%) aparecem em gestão crítica. Outras 1.824 prefeituras (aproximadamente 33%) apresentaram gestão fiscal boa, enquanto apenas 95 municípios no país ganharam conceito de excelência, uma década depois da promulgação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), marco fundamental para a gestão pública brasileira.

O desempenho dos municípios mostrou que as desigualdades econômicas e sociais brasileiras se estendem à gestão fiscal. As regiões Sul e Sudeste dominaram o topo do ranking nacional: concentraram 79,8% dos 500 melhores resultados e apareceram em 81 das 100 primeiras colocações. Já na parte inferior do ranking, observou-se maciça presença de municípios do Norte e, principalmente, do Nordeste: 81,4% dos 500 piores resultados, com 93 municípios entre os 100 desempenhos mais baixos do IFGF.

O município de Santa Isabel, em Goiás, lidera o ranking nacional como a cidade com melhor eficiência na gestão fiscal: 0,9747 pontos. O estado de São Paulo tem seis municípios entre os dez melhores, lista em que Minas Gerais, Paraná e Pará também têm representantes. Completando o ranking Top 10, portanto, aparece em segundo lugar Poá (SP), seguida de Barueri (SP), Jeceaba (MG); Piracicaba (SP); Caraguatatuba (SP); Ourilândia do Norte (PA); Maringá (PR); Birigui (SP) e Paraibuna (SP).

Municípios do Nordeste predominam na lista dos dez piores. No ranking, em ordem decrescente, estão Pindoba (AL); Porto da Folha (SE); Conceição (PB); Lagoa de Dentro (PB); Buerarema (BA); Teixeira (PB); Conselheiro Mairinck (PR); Ibirataia (BA); Piaçabuçu (AL) e Ilha Grande (PI), pior gestão do país.

A Região Sul foi o grande destaque do IFGF, respondendo por quase 47,6% dos 500 melhores resultados em 2010, percentual duas vezes superior à sua representatividade em número de municípios (22,3%). Enquanto uma programação financeira eficiente foi primordial para o desempenho do Sudeste, o diferencial da região Sul foi o menor enrijecimento das contas públicas com a folha de salários, o que abriu espaço para elevados níveis de investimentos.

Em contraste, a região Nordeste ficou com a menor participação no Top 500 do IFGF 2010 (4,8%), embora seja a região brasileira com o maior número de municípios (1.654, ou 31,4% do total).

Melhores desempenhos entre as capitais: Porto Velho, Vitória e Porto Alegre

Ao contrário do que se poderia esperar, as capitais não apresentaram preponderância sobre os resultados brasileiros. Apenas sete ficaram entre os 500 melhores resultados do país no IFGF 2010. São elas: Porto Velho (0,8805), Vitória (0,8423) e Porto Alegre (0,8017), únicas capitais avaliadas com gestão fiscal de excelência, seguidas por São Paulo (0,7797), Curitiba (0,7684), Campo Grande (0,7617) e Florianópolis (0,7210). Os três últimos lugares no ranking das 26 capitais ficaram com Natal (0,4519), Macapá (0,4404) e Cuiabá (0,3713).

Melhor desempenho fiscal entre as capitais brasileiras e 12º lugar no ranking nacional, Porto Velho foi avaliada com conceito A em todos os indicadores, exceto no IFGF Gasto com Pessoal, em que recebeu conceito B. Na capital do estado de Rondônia, o aumento da arrecadação originado das obras de usinas hidrelétricas permitiu que a prefeitura investisse sem precisar postergar despesas nem se endividar para financiar os projetos.

São Paulo garantiu o quarto lugar entre as capitais brasileiras devido a notas máximas em duas das cinco variáveis pesquisadas: Receita Própria e Gasto com Pessoal. O que se observa é que a gestão fiscal do município foi bem-sucedida ao transformar seu potencial de arrecadação em recursos para os cofres municipais.

Na faixa intermediária do ranking das capitais, com desempenho geral bom (conceito B), Belo Horizonte (12° lugar) e Rio de Janeiro (14°) são exemplos de que ter elevado nível de arrecadação tributária não é garantia de bons resultados nos demais indicadores. Na capital mineira registrou-se dificuldade na execução dos restos a pagar e elevado custo de endividamento. Já para a capital fluminense, além das despesas com juros e encargos da dívida, pesou o histórico de elevados gastos com a folha de salários. Em contrapartida, a cidade do Rio de Janeiro registrou uma situação de liquidez confortável, na qual os ativos financeiros superaram com folga os restos a pagar acumulados em 2010.

No último lugar do ranking encontra-se Cuiabá (0,3713 pontos), o pior resultado entre as capitais brasileiras e a única a apresentar conceito D, de gestão crítica, no resultado geral. A análise das contas públicas da capital mato-grossense revelou um quadro de elevado custo de endividamento – 2,2 vezes a média das capitais – e de significativo comprometimento com restos a pagar – em 2010 foram equivalentes a 1,5 vezes o ativo financeiro.

Dependência crônica: 83% dos municípios não geraram 20% de sua receita em 2010

O indicador Receita Própria, que mede o total de receitas geradas pelo município em relação ao total da receita corrente líquida, aponta a grande dependência dos municípios nas transferências de recursos das outras esferas de governo. A maioria absoluta dos municípios (83%) foi avaliada com conceito D em 2010. Isso significa que 4.372 prefeituras geraram menos de 20% de sua receita, sendo os demais recursos transferidos por estados e União. Apenas 119 prefeituras (2,3%) obtiveram conceito A e 212 (4%), conceito B no IFGF Receita Própria.

O IFGF Gasto com Pessoal, que representa quanto os municípios gastam com pagamento do quadro de funcionários, chama atenção para o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (2000), que limitou os gastos das prefeituras com pessoal em até 60% da receita. Uma década após a promulgação da lei, 384 municípios (7,3%) gastaram com pessoal mais do que o permitido.

O IFGF Investimentos, indicador que acompanha o total de investimentos em relação à receita corrente líquida, confirmou que, em um ambiente de elevadas despesas correntes, tem sobrado pouco espaço para os investimentos capazes de promover o bem-estar da população, como iluminação pública de qualidade, transporte eficiente, escolas e hospitais bem equipados. O estudo constatou que metade dos municípios foi avaliada com conceito C e D. Essas prefeituras aplicaram, em média, 7% da receita em investimentos, percentual equivalente a 1/3 do investido pelas que foram avaliadas com conceito A e B.

O IFGF Custo da Dívida, correspondente à relação entre as despesas de juros e amortizações e o total de receitas líquidas reais, apontou um quadro de baixo nível de endividamento. Estão em situação de gestão de excelência precisamente 3.079 municípios (58%), maior incidência dessa conceituação entre os indicadores acompanhados.

No IFGF Liquidez, responsável por verificar a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os ativos financeiros disponíveis para cobri-los no exercício seguinte, chamou a atenção que 19,5% dos municípios tenham sido avaliados com nota 0. Isso significa dizer que eles encerrarem o ano com mais restos a pagar do que recursos em caixa, ou seja, viraram 2010 no vermelho.

IFGF é resultado de três anos de pesquisas

O Índice Firjan de Gestão Fiscal foi criado como um posicionamento do Sistema FIRJAN diante da necessidade de promoção da gestão pública eficiente, por meio de uma ferramenta de accountability democrática. Embora a boa gestão fiscal não seja condição suficiente para garantir qualidade na oferta de serviços públicos à população, é condição necessária para o cumprimento dessa missão.

Entre os principais objetivos do estudo estão estimular a cultura da responsabilidade administrativa e da gestão pública eficiente a partir da possibilidade de avaliação do desempenho fiscal do município; municiar de indicadores os milhares de gestores municipais do país; e fornecer à sociedade uma ferramenta eficaz de controle social da gestão fiscal dos municípios.

O IFGF foi elaborado por três anos com base nos resultados fiscais disponibilizados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), no diálogo com gestores públicos e nas informações retiradas da literatura acadêmica. Na concepção do Índice buscou-se identificar o desafio da gestão fiscal municipal na alocação dos recursos, tendo em vista as restrições orçamentárias com as quais se deparam as prefeituras brasileiras.